dado macabro

Em 20 anos, 3 mil ciclistas morreram no trânsito do Paraná

Ciclistas estão entre os elos mais frágeis do trânsito
Ciclistas estão entre os elos mais frágeis do trânsito (Foto: Ricardo Deverson/GM)

A cada seis horas, em média, um ciclista é vítima do trânsito no Brasil. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, entre 2001 e 2020 (último ano com dados disponíveis) foram registrados 27.932 óbitos de ciclistas em acidentes de transporte por todo o país.

E o Paraná aparece com destaque (negativo) no levantamento: é a segunda unidade da federação com mais mortes, com um total de 3.035 registros no período analisado.

Em números absolutos, o estado com mais ciclistas mortos ao longo das últimas décadas foi São Paulo, com 4.811 ocorrências.

Somente nos últimos dias, pelo menos dois ciclistas foram vítimas do trânsito paranaense, conforme noticiado pela imprensa. A primeira ocorrência foi registrada na noite do dia 16 último, na PR-317, em Engenheiro Beltrão, onde um homem foi atropelado por um veículo, que fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Já ontem, um ciclista de 19 anos foi atingido por um carro na PR-317 em Maringá, quando estava a caminho do trabalho.

A cada ano, mais de 100 ciclistas viram vítima do trânsito paranaense. Só em 2020, por exemplo, foram 123 falecimentos no estado. Já em 2021, dados preliminares do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, do Ministério da Saúde, apontam que houve ao menos 31 mortes até o final de maio.

Ciclistas feridos também “lotam” hospitais. Em 2020 foram registradas 884 internações pelo Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), o que significa, basicamente, que ao longo do ano passado foram registradas cinco internações de ciclistas a cada dois dias, em média.