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Servidores do ensino

Em assembleia, professores decidem manter greve por tempo indeterminado

Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná decidiram manter a greve da categoria, que completa 24 dias nesta quarta-feira (4). Reunidos no Estadio da Vila Capanema, eles iniciaram a votação por volta das 9h30 e foi concluída, por volta das 11 horas, quando foram finalizadas as discussões da pauta. Cerca de 20 mil servidores participaram da votação, de acordo com as informações da APP- Sindicato, que representa a categoria. "Nossa greve vai continuar por tempo indeterminado por causa do impasse como governo, que fechou as portas para a negociação", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato), Hermes Leão.

Depois de deixarem a Vila Capanema, os educadores vão seguir em passeata até Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A previsão é que cheguem a Praça Nossa Senhora de Salete no começo da tarde. Neste momentos, os profissionais da educação do estado, seguem pelas ruas Engenheiros Rebouças, Conselheiro Laurindo, Mariano Torres e Cândido de Abreu , na região central.  Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito acompanham a movimentação dos educadores.

Além da definição sobre a continuidade da greve, os servidores definiram pela instação de uma assembleia permanente. Com isso, uma nova votação poderá ser convocada a qualquer momento, com o prazo de apenas 24 horas de antecedência.

As principais reivindicações da categoria são os pagamentos de promoções e progressões de carreira que estão atrasados. 950 mil alunos da rede estadual estão sem aulas desde o dia 9 de fevereiro, quando o ano letivo deveria ter iniciado. A mobilização dos servidores reúne cerca de 100 mil pessoas em todo o estado e deixa 2.100 escolas sem aulas.

Governo e trabalhadores já se reuniram três vezes para tentar fechar um acordo, que, apesar de avanços elencados por ambas as partes, ainda não se concretizaram. Entre as propostas da administração estadual está a não apresentação de qualquer projeto de lei que suprima direitos dos servidores públicos e, em particular, dos educadores.

Justiça
No último sábado (28), a Justiça concedeu uma liminar e determinou que os professores do terceiro ano do Ensino Médio retomassem as atividades. A decisão estipulou multa diária de R$ 10 mil e foi imposta pelo juiz de plantão do estado, Victor Martin Bapschke. No despacho, o juiz justificou que "há risco evidente e irreparável a ausência do conteúdo para os fins do concurso vestibular, provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e recomposição do calendário escolar".

Como o governo pediu pelo julgamento da ilegalidade da paralisação, mas o juiz declarou que esperaria o resultado da assembleia desta quarta-feira para julgar  a questão, em reunião o Conselho Estadual de Greve definiu por encaminhar ao juiz a instalação de uma audiência de conciliação antes do julgamento. O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, colocou também em votação a questão na assembleia dos servidores que foi aprovada por unanimidade. 

Atualização às 12h51

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