Cientistas na Escola

Em Curitiba, projeto incentiva estudantes da rede municipal a serem cientistas

A Secretária Maria Sílvia Bacila, apresenta o projeto Cientistas na Escola, no salão de Atos do Barigui
A Secretária Maria Sílvia Bacila, apresenta o projeto Cientistas na Escola, no salão de Atos do Barigui (Foto: Luiz Costa/ SMCS.)

Criado em 2017, o projeto Cientistas na Escola, que divulga e populariza o trabalho de pesquisadores e universidades nas escolas municipais, já beneficiou mais de 20 mil estudantes do Ensino Fundamental na rede municipal de ensino.

O projeto é desenvolvido dentro das escolas em parceria com instituições de ensino superior e institutos de pesquisa, para aproximar o trabalho científico da vida dos estudantes.

Para este ano, já são cem escolas inscritas. Uma delas é a Escola Batel (Centro). A diretora Lucineia Percigili está empolgada para começar. “Depois da pandemia e do isolamento, estamos ansiosos para dar início a mais esta possibilidade pedagógica dentro da escola”, disse Lucineia.

As atividades que envolvem os cientistas e os estudantes são realizadas ao longo de todo ano. Os temas dos encontros incluem biologia, neurociências, química, paleontologia, conservação de espécies de animais, clima, pesquisas com células-tronco, drones, entre outros.

A bióloga e pesquisadora da Fiocruz na área da Saúde pública Patrícia Shigunov, doutora em Biociências e Biotecnologia, é uma entusiasta do projeto.

“Muitas vezes, como cientistas, desenvolvemos estudos por muitos anos, que demoram em dar retorno à sociedade. Mas com este projeto, vendo o que ele proporciona para as crianças, me sinto realizada, dando um retorno imediato”, afirma Patrícia.

“As crianças percebem que elas podem ser cientistas, que é uma carreira possível, desmistifica aquela ideia de um velhinho trancado num laboratório, longe de todos”, brinca a bióloga.

“Algumas profissões são mitos. Assim, ser cientista parece algo distante, quase impossível. É nossa obrigação superarmos isso e darmos oportunidades para os meninos e meninas da nossa rede municipal de ensino, de maneira igualitária”, resume a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, filha do médico e professor Metry Bacila.  Foi membro da Academia Brasileira de Ciências e, entre outras pesquisas, se dedicou ao estudo da bioenergética e metabolismo. 

Além dos encontros entre estudantes, professores e cientistas, as ações do projeto levam para dentro das unidades educacionais as pesquisas acadêmicas que colaboram com a divulgação científica e a construção de conhecimentos.

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