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Eleições 2018

Beto Richa reúne 25 prefeitos, chora e diz que não desiste de candidatura

Beto Richa reúne 25 prefeitos, chora e diz que não desiste de candidatura
Richa: "Não sou homem de desistir" (Foto: Reprodução/facebook)

No primeiro evento de campanha desde que foi preso na operação “Rádio Patrulha”, que investiga suspeitas de fraude em licitações para obras em estradas rurais, o ex-governador Beto Richa (PSDB) reuniu 25 prefeito em Curitiba, chorou e reafirmou que manterá a candidatura ao Senado. O evento foi fechado para a imprensa. “Não sou homem de desistir”, garantiu o tucano.

Na segunda-feira, último dia do prazo para substituição ou troca de candidatos, a coligação da governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), aprovou o afastamento de Richa da chapa, mas a decisão não tem efeito, já que ele só deixaria de concorrer em caso de morte, renúncia ou impugnação pela Justiça. “Os órgãos de investigação se transformam em um verdadeiro partido político”, alegou.

“Queriam me destruir moralmente. Como naquele filme 'Um cabra marcado para morrer'. Mantenho a minha candidatura, compreendo a eventual desconfiança dos eleitores, mas peço que se coloquem no meu lugar”, disse o tucano.

No encontro, Richa repetiu praticamente o mesmo texto já levado ao ar no programa eleitoral de ontem à noite, afirmando ter sido vítima de um “estado policial”. “Vocês acham que não conseguem imaginar o terror que foram esses últimos dias. A violência, a indignidade, a truculência. Eu tive a minha casa invadida em uma verdadeira operação de guerra às 6h30 da manhã”, contou. “Eu recebi a notícia na frente do meu filho menor que eu e minha mulher Fernanda seríamos detidos. Eu não fui chamado para depor. Não fui ouvido”, afirmou. “É doído. Mas eles não vão manchar a minha história no Estado do Paraná”, disse ele, que chegou a chorar ao relatar as buscas feitas pela polícia na casa de sua mãe.

“Eu, minha mulher, outras pessoas fomos presos em razão de fatos que teriam cessado há mais de cinco anos. Primeiro eles querem nos humilhar, destruir, para depois nos ouvir. Primeiro eles querem nos esmagar, para depois nos ouvir. Invadiram a minha casa, aterrorizaram a minha mulher, constrangeram, invadiram a casa da minha mãe”, disse o ex-governador.

“Não quero nenhum privilégio de natureza nenhuma. Eu quero a garantia legal a que todos os brasileiros têm direito”, afirmou. “Até a imprensa, toda a imprensa, sabe que nós fomos vítimas de ilegalidades e truculência, mas é um pouco reticente em admitir porque hoje em dia nós políticos viramos uma espécie a ser extinta ou exterminada”, disse o tucano.

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