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Rafael Lima

Em entrevista, zagueiro do Coritiba fala sobre coronavírus, tática, Barroca e Brasileirão

Rafael Lima
Rafael Lima (Foto: Divulgação/Coritiba)

O zagueiro Rafael Lima, 34 anos, está invicto com o Coritiba em 2020. Nas seis partidas que atuou, foram cinco vitórias e um empate. Em julho, ele completa dois anos no clube. No entanto, ainda não sabe se continuará no futebol paranaense. O contrato dele acaba em 30 de maio e, por enquanto, as conversas para renovação não começaram.

Em entrevista para o Bem Paraná, o jogador fala sobre sua situação contratual, a questão do coronavírus no futebol, o trabalho de Eduardo Barroca e a expectativa para o Brasileirão.

Bem Paraná — Como está sua situação contratual com o Coritiba?
Rafael Lima — Até o momento não teve conversa nenhuma de renovação. Realmente acaba em 30 de maio. Espero ficar. Mas até o momento não tem nada para sair ou para ficar.

BP — Essa situação do coronavírus interfere de alguma forma na sua situação contratual?
Rafael Lima — De maneira nenhuma. O lado humano que está sendo visto agora. O lado profissional fica em segundo plano. Todos nós temos que nos conscientizar, que nos cuidar e que cuidar do próximo. E, nesse momento, cuidar do próximo é nos isolando, ficando em casa. E foi isso que aconteceu: o clube nos deu folga até 30 de março, um recesso na realidade, para que a gente possa cuidar uns dos outros.

BP — Na sua vida pessoal e profissional, como está lidando com o coronavírus? Tem ficado em casa com família? Tem conseguido fazer exercícios físicos em casa?
Rafael Lima — Minha esposa também faz academia e gosta de correr. Minha filha faz academia, dança. Mas a gente tem que fazer nosso papel como cidadão. O clube disponibilizou uma bicicleta (ergométrica). Os profissionais do clube, da fisiologia, da preparação física e da fisioterapia forneceram aparelhos, borrachinhas, mini bands, colchonete... E passaram no grupo de Whatsapp os treinamentos.

BP — Como você avalia o trabalho do Barroca no Coritiba?
Rafael Lima — É um treinador jovem. Está iniciando sua carreira, mas com grandes ideias, com boas ideias de jogo. E os atletas rapidamente entenderam o que ele vem nos passando. Porque é uma ideia simples, mas que traz muito benefício para o jogo jogado. O que eu quero dizer com isso: com posse de bola nós sabemos como chegar ao gol adversário. Nunca de qualquer maneira, sempre com a bola trabalhada, com jogadas, com aproximação. Tenho certeza que ele vai trilhar uma grande carreira pela frente.

BP — No esquema do Barroca, os zagueiros são essenciais para a saída de bola. E é comum o time adiantar as linhas de marcação, para fazer pressão alta. Você gosta de jogar dessa maneira?
Rafael Lima —Sim. Sem dúvida nenhuma gosto de jogar dessa maneira. Trabalhei com alguns treinadores que priorizavam a saída de bola. Até foi assim no América Mineiro de 2017, quando a gente foi campeão da Série B com o Enderson Moreira, que é um treinador que tem a característica de priorizar a possa de bola, o jogo jogado. Então é muito bom. A pressão alta, a marcação alta é benéfica para a gente que joga atrás, porque geralmente a bola vem quebrada, e a gente consegue recuperar rápido. Muitas vezes consegue recuperar a bola no campo de ataque e consegue até fazer o gol. Então, realmente, é uma situação muito boa.

BP — Antes de chegar ao Coritiba, você passou as últimas sete temporadas como titular absoluto por onde passou (Chapecoense e América-MG). No Coritiba, porém, só disputou 14 jogos em 2019 e 2020. Como você encara essa situação? Você encontra explicação para não ter conseguido virar titular absoluto no Coritiba?
Rafael Lima — Realmente é uma situação nova na minha carreira. Mas estou procurando dar minha contribuição da melhor maneira. Não estou jogando por que, por vezes, o treinador faz escolhas e acaba que sempre sobra para alguém. Infelizmente nesse momento sou eu. Mas também tenho consciência que me sai bem em todos os jogos que tive oportunidade. Inclusive nos jogos que eu estive em campo nessa temporada, não só por minha causa, mas também por minha causa, nós não perdemos. Sempre que estou em campo procuro dar minha contribuição. E se eu não estiver em campo procuro passar aquilo que tenho vivenciado na minha carreira.

BP — Quais suas expectativas para 2020?
Rafael Lima — Nesse primeiro momento minha expectativa é renovar o contrato aqui. Falando de maneira pessoal, obviamente não basta só eu querer. Se for da vontade da diretoria também e da comissão técnica, eu permanecerei. Acho que não vai ter nenhum empecilho para isso, porque me sinto bem aqui. Já estou há dois anos aqui.

BP — Qual expectativa do Coritiba para o Brasileirão 2020?
Rafael Lima — Com relação ao nosso planejamento para 2020, é pensando uma Série A equilibrada. Primeiramente conseguir os pontos par não ter risco de descenso e depois buscar algo maior, como uma Sul-Americana.

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