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Carteira assinada

Em um ano, Paraná cria 46 mil vagas formais de emprego

Índices apontam para uma retomada da economia
Índices apontam para uma retomada da economia (Foto: Gilson Abreu/ANPr)

O Paraná foi responsável por um em cada dez novos postos de trabalho com carteira assinada criadas em todo o Brasil em fevereiro último. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, no mês passado foram criadas 173.139 novas vagas de emprego formal no país. Só no Paraná, foram 18.254 novos postos de trabalho, o melhor resultado para um mês desde fevereiro de 2014, quando o estado criou 25 mil empregos com carteira assinada.

Considerando-se todas as unidades da federação, apenas São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016), Santa Catarina (25.104) e Rio Grande do Sul (22.463) conseguiram abrir mais vagas que o Paraná em fevereiro. Por outro lado, o maior recuo ocorreu em Pernambuco, influenciado pela queda sazonal do emprego na produção da cana de açúcar (-12.396 postos).

Já se levados em conta os dados dos últimos 12 meses, temos que 46.190 novos postos foram criados no Paraná, sendo 27.995 apenas neste início de ano, que já aponta para o melhor primeiro bimestre desde 2014, quando mais de 37 mil novas vagas foram criadas no estado. No Brasil, foram criadas 211.474 vagas nos dois primeiros meses do ano.

O resultado positivo apontado pelo Caged corresponde à diferença entre contratações e demissões no mês de referência, considerando-se trabalhadores em regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). No Paraná, segundo o estudo, 119.376 pessoas foram contratadas em fevereiro, enquanto outras 101.124 perderam o emprego.

Outra boa notícia é que todos os setores da atividade econômica apresentaram resultado positivo no Paraná, com especial destaque ao setor de serviços, responsável pela abertura de 9.363 novas vagas. Em seguida aparece a indústria da transformação (3.692), o comércio (2.841), a agropecuária (1.006), a construção civil (697), a administração pública (495), serviços industriais de utilidade pública (155) e extrativa mineral (5).

Cabe ressaltar que o Caged considera apenas os empregos com carteira assinada. Outros estudos, como os do IBGE, são mais amplos e levam em consideração tanto trabalhadores com e sem carteira. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, por exemplo, apontava que o Brasil tinha, em janeiro, 12,7 milhões de desempregados, com taxa de desocupação em 12%.

Governador e presidente comemoram resultado
Os resultados do Caged foram motivo de celebração por parte do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Em seu perfil no Twitter, o político destacou que “o Paraná segue avançando economicamente” e ainda comentou que o levantamento divulgado na segunda-feira é um sinal da retomada econômica. “Segundo Caged, registramos mais de 27 mil novas vagas no mercado formal de trabalho no primeiro bimestre, equivalente a mais de 13% do total do País”, escreveu Ratinho.

Já o presidente Jair Messias Bolsonaro publicou em seu Twitter a notícia de que o Brasil criou 173 mil novas vagas de emprego com carteira assinada e assumiu um compromisso com a população. “Queremos muito mais e não descansaremos! Vamos em frente!”, escreveu Bolsonaro. “Somando os primeiros dois meses, são mais de 211 mil novos empregos, melhor saldo dos últimos 5 anos”, complementou, em outro tweet.

Curitiba lidera, seguida por Maringá e Ponta Grossa
As cidades paranaenses com maiores saldos de emprego no mês passado foram: Curitiba (3.597), Maringá (1.205), Ponta Grossa (1.000), Cascavel (864) e Pato Branco (671). De acordo com a economista Suelen Glinski, do Observatório do Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, contudo, o crescimento pôde ser observado em todas as regiões do estado.

“Além da capital, nos grandes centros urbanos, por conta das universidades e da volta às aulas, os números se mostraram positivos”, analisa a economista. “É um excelente resultado. Passamos por um período de crise; 2017 e 2018 foram anos de recuperação e 2019 vem numa tendência de aumento na criação de empregos formais”, aponta.

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