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2017 a 2018

Emprego formal sobe no Paraná, mas remuneração média cai

Estudo mostra a evolução do emprego desde 2002 no Paraná
Estudo mostra a evolução do emprego desde 2002 no Paraná (Foto: José Fernando Ogura/AEN)

O Paraná é o quarto maior empregador do Brasil com 3.070.407 pessoas empregadas ao fim de 2018. O dado representou uma alta de 1,39% em relação a 2017, com a criação de 42.215 empregos, ficando em posição intermediária entre os estados em termos relativos e sendo o nono maior crescimento entre os 19 estados que apresentaram aumento de empregos. Já em termos absolutos, o Paraná ficou na quarta colocação entre o que mais geraram empregos.

Por outro lado, o Estado ficou entre aqueles que apresentaram as maiores quedas no valor do salário. Na média, houve redução de -1,40% na remuneração, passando de R$ 2.893,44 para R$ 2.852,98 em 2018, sendo a segunda maior redução entre as onze unidades da federação que tiveram queda. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2018), divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Evolução
No período de 2002 a 2018 foi observado um crescimento dos empregos formais no Paraná, passando de 1,812 milhão para 3,070 milhões (69,39%), com tendência de alta no período de 2003 a 2014 (apesar da desaceleração já verificada a partir de 2011), com quedas nos anos de 2015 e 2016 (com a eliminação de cerca de 155 mil empregos) e uma leve recuperação nos anos seguintes de 2017 e 2018 (com a geração 57,3 mil empregos). Portanto, em dois anos foram recuperados.

Na distribuição dos empregos formais no Paraná por setor de atividade em 2018, o setor que mais empregava era o de Serviços com 34,5% do total (1.057.759 empregos), seguido pelo Comércio com 21,3% (652.589 empregos) e pela Indústria de Transformação com 20,6% (631.522 empregos).

Em relação ao comportamento do emprego em 2018 em relação 2017, entre os oito setores de atividades quatro apresentaram queda — Extrativa Mineral (-4,51%), Agropecuária (-1,76%), SIUP - Serviços Industriais de Utilidade Pública (-1,44%) e no Comércio (-0,12%).

Grande Curitiba foi a terceira que mais gerou novas vagas de trabalho no País

A Região Metropolitana de Curitiba foi a terceira que mais gerou empregos formais em 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Com saldo de 29.043 novos postos, a área que abrange a Capital e outros 28 municípios só perdeu em números absolutos para as grandes São Paulo e Belo Horizonte. Curitiba foi a terceira cidade que mais contratou em 2019.

A Região Metropolitana concentra cerca de 30% da população do Estado e ajudou a impulsionar os resultados do Paraná. Foram 59.295 novas vagas formais de emprego entre janeiro e setembro de 2019, crescimento de 2,28% no número de vagas abertas no mercado paranaense em relação ao mesmo período de 2018.

Os municípios da Região Metropolitana que mais se destacaram no acumulado de 2019 foram Curitiba (19.697 novos postos), São José dos Pinhais (2.972), Pinhais (1.546), Araucária (1.145), Fazenda Rio Grande (1.085), Colombo (1.028), Campo Largo (675), Rio Branco do Sul (311), Campina Grande do Sul (292) e Almirante Tamandaré (261).

Serviços
O principal impulsionador do emprego no Estado no ano foi o setor de serviços, com saldo de 36.343 novos empregos, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2018. A mesma tendência foi observada na Região Metropolitana de Curitiba, com 17.593 empregos criados no setor. A construção civil foi o segundo (4.598), impulsionando a atividade imobiliária, seguido pelo comércio (3.820) e indústria de transformação (3.250). No comércio, a Região Metropolitana de Curitiba foi a única que registrou crescimento.

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