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Empresa faz feirão para contratar pessoas com deficiência. Veja quando e onde será

O número de vagas PCD, aquelas que são destinadas para pessoas com deficiência, saltou de 309.999 em 2014, para 389.165 em 2018. Apesar do aumento em 25,53% dos postos de trabalho para esse público, quase metade delas (49,4%) continuam sem ocupação. Os dados são da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

E, se por um lado ainda existe empregadores com bastante preconceito na hora de contratar deficientes, de outro lado existem empresas que adotam a política da inclusão, mas sentem dificuldades para preencher as vagas destinadas para esse público. É o caso da dbm contact center, especializada em soluções na área de contact center, com sede em Curitiba, no Paraná.

Segundo Eliana Tartaglione, gerente de RH na dbm contact center, uma das dificuldades na contratação de vagas PCD é o piso salarial.  “A maioria das nossas vagas é no teleatendimento e, para essa função, a remuneração do mercado gira em torna de um salário mínimo, além dos benefícios. No entanto, os deficientes já recebem uma ajuda do governo, que também é de um salário mínimo. Quando são registrados em carteira, perdem esse recurso e, por essa razão, não se interessam em ocupar as vagas abertas em nossa empresa, preferindo ficar em casa. Em algumas situações temos vagas também na área administrativa. Nesse momento temos uma vaga para o setor de segurança do trabalho e estamos dando preferência para um profissional PCD”, conta.

Para reverter esse quadro e mostrar para esse público as vantagens de ingressar no mercado de trabalho na dbm contact center, a corporação vai realizar, em 2020, feirões quinzenais para apresentar a empresa para os deficientes. “Nossa intenção é chamar a atenção deles. Muitos não sabem que temos um plano de carreira. Os colaboradores começam no teleatendimento, ganhando um salário mínimo, mas têm condições de crescer e ocupar outros postos, com remuneração mais elevada, e até construir uma carreira na dbm contact center. Basta ter capacitação para isso. Como para qualquer outro colaborador, o segredo é se atualizar. O conhecimento abre caminho para muitas e melhores oportunidades”, enfatiza Eliana.

Aliás, segundo ela, qualificação profissional é mais uma barreira para o preenchimento das vagas PCD. Assim como os demais candidatos, os deficientes passam por entrevista, fazem testes de informática e de língua portuguesa para ingressar na empresa. “Os pré-requisitos são os mesmos utilizados em uma seleção padrão. Daí a importância dos feirões. Os candidatos que não conseguem ser aprovados de imediato passam a conhecer nossas exigências e podem se preparar para um próximo processo seletivo”, salienta a gerente de RH da dbm contact center.

A empresa realiza também uma campanha interna para angariar candidatos para as vagas PCD. O colaborador que indicar um PCD que for contratado, recebe uma bonificação de R$ 200.

Serviço

A dbm realiza, na próxima sexta, dia 24 de janeiro, o Feirão para PCD, que acontece das 8h30 até as 17h30, na Avenida Arthur Bernardes, 1916. As entrevistas serão de hora em hora.

Os candidatos devem cumprir os seguintes requisitos: ter mais de 18 anos; ensino médio completo, conhecimentos básicos de informática e boa comunicação. Os colaboradores selecionados, além de salários compatíveis com o mercado e carga horária de 6h20/ 7h12 e 8h, terão os seguintes benefícios: infraestrutura adequada; premiação por função; dia da fruta; clube de descontos; plano de saúde; auxílio creche; plano odontológico; vale transporte; vale refeição ou alimentos.

Para mais informações, entre em contato pelo email: recrutamento@dbm.com.br

Contratação de PCD é obrigatória

De acordo com a Lei 8213/91, as empresas são obrigadas a reservar uma porcentagem das vagas para pessoas com deficiência (2% para corporações com até 200 funcionários; 3% para aquelas que possuem de 201 a 500 colaboradores; 4% para os empreendimentos que empregam de 501 até 1.000 trabalhadores; e 5% para aquelas que registram a carteira de mais de 1.000 pessoas). As empresas que não cumprirem a legislação estão sujeitas a multas que variam de R$ 2.411,28 a R$ 241.126,88.

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