Publicidade
Aviação

Empresas aéreas passam a fiscalizar o tamanho das bagagens de mão

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) inicia nesta quarta-feira (10) uma campanha de orientação e fiscalização das bagagens de mão em voos domésticos.

As ações terão caráter inicialmente educativo, por cerca de duas semanas. A partir de maio, as malas que estiverem fora do padrão precisarão ser despachadas nos check-ins das companhias e estarão sujeitas à cobrança de tarifas.

Para voos nacionais, as medidas da bagagem de mão não podem ultrapassar os 55 centímetros de altura, os 35 centímetros de largura e os 25 centímetros de profundidade.

A Abear fará a fiscalização usando uma caixa -chamada de gabarito- para medir se as malas estão dentro das medidas-padrão.

Esse controle será feito antes de o passageiro entrar na área de raio-X para o embarque. De acordo com a associação que representa as companhias aéreas, o objetivo é agilizar o fluxo de viajantes, evitando atrasos e trazendo maior conforto.

Além de uma bagagem de mão, o passageiro tem direito a levar mais um item pessoal, que pode ser uma bolsa, mochila ou sacola com itens comprados no aeroporto.

Nesse caso, o tamanho máximo permitido é de 45 centímetros de largura, 20 centímetros de profundidade e 35 centímetros de altura e o pertence deve ser armazenado embaixo do assento da frente.

A Abear não determina limite de peso para esse tipo de item pessoal. Segundo a entidade, os pertences que entram nessa categoria não serão fiscalizados pelo gabarito.

Até 2017, as empresas aéreas eram obrigadas a oferecer gratuitamente o despacho de uma bagagem de até 23 kg para passageiros domésticos e de duas malas de 32 kg para voos internacionais.

Após a determinação das novas regras de cobrança por bagagem despachada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as companhias aéreas se queixam de que muitas pessoas passaram a levar malas maiores a bordo.

Muitas vezes sem espaço suficiente para acomodar os pertences dentro dos bagageiros, algumas das malas precisam ser transferidas de última hora para o porão do avião -geralmente sem custos adicionais ao passageiro-, causando atrasos em voos.

A cobrança por bagagem despachada já era uma praxe no restante do mundo antes de chegar ao Brasil.

As companhias aéreas argumentam que o fim da gratuidade permite a cobrança de tarifas mais baixas e, por consequência, atrai um público que antes não viajava de avião. Com mais clientes, conseguem elevar a receita.

A possibilidade de cobrar pelas malas ajudou a trazer ao país as chamadas empresas "low cost", de baixo custo.

Em março, a Norwegian iniciou a rota Rio-Galeão-Londres-Gatwick.

No ano passado, a argentina Flybondi recebeu autorização para operar no Brasil.

Veja quando começa a fiscalização em cada aeroporto

As duas primeiras semanas serão de caráter educativo

10 de abril

Juscelino Kubitschek (Brasília)

Afonso Pena (Curitiba-PR)

Viracopos (Campinas-SP)

Aluízio Alves (Natal-RN)

17 de abril

Confins (Belo Horizonte-MG)

Pinto Martins (Fortaleza-CE)

Guararapes Gilberto Freyre (Recife-PE)

Luís Eduardo Magalhães (Salvador-BA)

Val-de-Cans - Júlio Cezar Ribeiro (Belém-PA)

24 de abril

Santa Genoveva (Goiânia-GO)

Salgado Filho (Porto Alegre-RS)

Congonhas (São Paulo-SP)

Internacional de São Paulo (Guarulhos-SP)

Galeão-Tom Jobim (Rio de Janeiro-RJ)

Santos Dumont (Rio de Janeiro-RJ)

DESTAQUES DOS EDITORES