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Pandemia

Enquanto não reabrem, parques fazem campanhas de doação

Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu: campanha solidária durante o período sem visitação
Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu: campanha solidária durante o período sem visitação (Foto: Reprodução/Grupo Cataratas)

Fechados para visitação desde março por causa da pandemia de Covid-19, vários parques temáticos do Brasil estão promovendo ações sociais para auxiliar quem está mais vulnerável neste momento de dificuldades. As campanhas vão desde a arrecadação de alimentos e doação de sangue até a destinação de parte dos recursos obtidos com ingressos para comunidades próximas. Essas iniciativas se somam às medidas adotadas pelo Ministério do Turismo para diminuir os impactos do novo coronavírus no setor.

O Grupo Cataratas, operador dos parques de Fernando de Noronha, Paineiras-Corcovado, AquaRio, Bioparque do Rio, Cataratas do Iguaçu e Marco das Três Fronteiras (os dois últimos em Foz do Iguaçu), está adotando várias ações, entre doações de alimentos, testes para detectar o novo coronavírus e até recompensas para quando os parques estiverem abertos.

Em seu site (http://www.benfeitoria.com/conhecerparaconservar), o Grupo destaca que “mesmo separados, podemos nos juntar através do esforço de cada um e ajudar as comunidades mais vulneráveis, além de apoiar os profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual”. E complementa: “vamos precisar comemorar com quem a gente ama quando o isolamento social passar. E os seis parques do Grupo são ótimas pedidas”.

“Ao redor de nossos parques, uma série de trabalhadores locais, parceiros e pequenos produtores vivem diretamente da cadeia do ecoturismo, que hoje está seriamente prejudicada por conta da pandemia. Estimamos que aproximadamente 10.000 famílias que vivem nas comunidades do entorno dos parques foram diretamente atingidas com o fechamento emergencial das atividades”, diz texto do grupo.

O Grupo Cataratas iniciou a campanha com uma doação de R$ 400 mil para atender as comunidades diretamente impactadas no entorno destes parques. Na ação, cestas básicas são levadas para as famílias mais vulneráveis e adquiridos EPIs para serem doadas aos que estão na linha de frente dos hospitais.
Além dos R$ 400 mil iniciais, o grupo colocou numa primeira etapa R$ 1 milhão em ingressos e experiências nos parques como contrapartida para quem doar.

Outros
No País, outras ações acontecem em parques temáticos. O Beach Park, no Ceará, faz campanha para arrecadar 50 toneladas de alimentos para serem distribuídos entre a comunidade mais vulnerável da região. Na Serra Gaúcha, mais precisamente em Canela (RS), o Alpen Park, que oferece esportes radicais e lazer, doou um ventilador respiratório ao sistema de saúde da cidade e outro para a vizinha Gramado.

Já o Wet’n Wild, de São Paulo, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, fez campanha junto a seus colaboradores para estimular doações de sangue e abastecer hemocentros da região. O Hot Park, em Goiás, reverteu 100% do valor de ingressos comprados até 30 de abril para causas sociais imediatas e de amparo à comunidade.


Turismo

Setor deve cair 38,9% neste ano

As atividades de turismo no Brasil devem sofrer um forte baque neste ano. O PIB do setor, que em 2019 chegou a R﹩ 270,8 bilhões, deve cair para R﹩ 165,5 bilhões em 2020, indicando redução de 38,9% no faturamento. É o que indica o estudo “Impacto Econômico da COVID-19 e Propostas para o Turismo Brasileiro”, elaborado pela FGV Projetos.cortes. Segundo o levantamento, em 2021, os ganhos com o turismo devem alcançar R﹩ 259,4 bilhões, valor 4,2% inferior ao patamar de 2019. A perda total do setor turístico brasileiro será de R﹩ 116,7 bilhões no biênio 2020-2021. Para cobrir essa lacuna, será necessário que o setor cresça em média 16,95% ao ano em 2022 e em 2023, com PIB de, respectivamente, R﹩ 303 bilhões e R﹩ 355 bilhões.

O mercado de viagens é um dos setores mais afetados, pois as medidas de contenção ao contágio pela Covid-19 impactam diretamente sua dinâmica econômica. Segundo análise do PewResearch Center, hoje, 93% da população mundial vivem em países que adotaram algum tipo de medida de restrição de viagem e três bilhões de pessoas ao redor do mundo vivem em países que fecharam totalmente suas fronteiras para estrangeiros.

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