Publicidade
Depoimento

"Era uma onda que vinha por cima da outra", diz funcionário terceirizado da Vale

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Funcionário de uma empresa que presta serviços à mineradora Vale, Mayke Ferreira afirma que o rompimento da barragem atingiu escritórios, refeitório e almoxarifado da mineradora que ficam próximo à barragem.

Mayke, que atua na lavagem de caminhões da Vale, diz que estava em um dormitório próximo de onde a lama passou, numa área que não foi atingida.

"Fui acordado por um grande estrondo, seguido de um barulho crescente. Quando saí, viu uma nuvem de poeira gigantesca e uma onda de lama. Era uma onda que vinha por cima da outra e um ronco das coisas sendo arrastadas", diz o funcionário.

Ele afirma que o acidente aconteceu por volta das 13h, momento em que parte dos funcionários ainda estava no refeitório em horário de almoço.

Ele diz ter presenciado feridos no local do acidente e ajudou uma adolescente, que teve as pernas quebradas, a sair de dentro da lama.

SALVO POR POUCO

O biólogo Luiz Guilherme Fraga e Silva, 27, se salvou "por uns 30 segundos" de ser levado pelos rejeitos da barragem que rompeu, em Brumadinho. Mineiro de Belo Horizonte, ele fazia um trabalho de campo na cidade, tirando fotos da comunidade, quando viu um tsunami de lama vindo em direção à ponte em que estava.

"Saiu varrendo tudo e eu fui correndo para um trevo próximo. Vi todo mundo saindo gritando das casas e a lama levando os fios de postes de luz, tudo caindo", conta Luiz Guilherme.

Ele diz que nunca teve receio de a barragem se romper, nem mesmo após o acidente em Mariana (MG). "Foi uma surpresa muito grande. Na hora tive muito medo, e até agora não caiu a ficha, nem sei como estou dirigindo", diz ele, que está na estrada de volta à capital mineira.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES