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Escolas do Paraná usam até moto para chamar estudantes durante a pandemia

(Foto: Divulgação)

Durante o isolamento social, em que as aulas passaram a ser à distância e pela TV ou computador, captar e manter a atenção dos alunos tem sido o desafio. E alguns colégios estão usando até motocicletas para percorrer a comunidade mais rápido e levar a esses alunos materiais impressos e conteúdos para continuarem estudando!

Em Curitiba, na região do Tatuquara, o Colégio Estadual Desembargador Guilherme de Albuquerque já havia tentado estratégias de busca ativa dos estudantes como carro de som, como conta o diretor Maurino Prim, mas resolveu usar uma abordagem diferente. “Já havíamos tentado carro de som passeando pela comunidade e fazendo o chamamento, a abordagem na fila do leite e de entrega da cesta básica. Aí surgiu a ideia de elaborar uma carta e usar o serviço de motoboy para alcançar as famílias desses estudantes”.

Termo de compromisso da família - O diretor Prim comenta que ao receber a carta e um protocolo de notificação, a família se compromete a auxiliar que a aluna ou aluno participe das atividades. “O motoboy leva essa carta com o protocolo até a família, para que seja feita a notificação de uma maneira formal, sobre a necessidade do aluno continuar a frequentando as aulas”.

Utilizar uma moto para percorrer o bairro e chamar os estudantes também foi a solução encontrada pela diretoria da Escola Estadual Padre Colbacchini, na região de Santa Felicidade. Por lá a busca já estava sendo feita por telefone e pelo ‘boca a boca’ na comunidade, como conta a diretora Rosangela Vanzella. “A gente percebeu que essas ações não estavam dando certo, pois muitos pais que a gente conseguiu contato não vieram na escola”.

Neste ponto a diretoria da Padre Colbacchini resolveu que seria importante envolver os professores para levar as atividades até a casa dos alunos. “Eu conversei com as pedagogas e professores, que eles  teriam que me dar apoio pra ir de casa em casa. Quando eu falei que iria com meu carro, o professor Anildo Silva comentou que ele iria, pois era morador do bairro”, comenta Rosangela.

O professor Anildo, que vive na mesma comunidade em que a Escola está situada, se colocou à disposição com a própria moto, para levar as atividades. “Pensei que utilizar a moto era mais fácil, mais tranquilo e com melhor mobilidade, além de fazer parte do nosso trabalho. Eu adoro a comunidade, servir os estudantes desta forma é gratificante” relata Anildo, dizendo sobre como foi bom ser recebido pelos alunos.