De chaminé a ônibus

Estiagem revela ‘tesouros submersos’ em reservatórios

Com a baixa do nível na lagoa, ônibus apareceu
Com a baixa do nível na lagoa, ônibus apareceu (Foto: Franklin de Freitas)

Nesta semana, uma curiosa descoberta foi feita em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Na Pedreira do Orleans, que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem utilizado para reforçar o volume de água da Barragem do Passaúna, a baixa do nível do reservatório acabou revelando um ônibus que havia sido abandonado no local, junto com equipamentos especiais para curso de mergulho.

Conforme a Sanepar, o ônibus não pertence à companhia e também não será, ao menos em princípio, retirado do local, já que a pedreira é uma propriedade particular. De toda forma, este não é o primeiro ‘tesouro’ que a estiagem prolongada acabou por revelar na RMC.

No final de julho, por exemplo, a Barragem do Cayguava (também conhecido como Piraquara I) já apresentava um cenário completamente diferente daquele que os curitibanos se costumaram a ver no local, que é um dos cartões postais de Piraquara. E esse novo cenário inclui a revelação de detalhes preservados desde a formação do lago, na década de 1970.

A famosa chaminé da Casa de Bombas, imponente monumento que se sobressaia dentro da barragem, se encontra totalmente fora da água. O nível baixo da barragem ainda expôs vestígios da antiga estrutura que por muitos anos fez parte do sistema de abastecimento de água que funcionava ali. Estradas utilizadas durante a construção do reservatório, assim como um antigo portão com o símbolo da Sanepar também reapareceram.

Além de Campo Magro, uma outra pedreira, em São José dos Pinhais, também tem as águas de sua lagoa utilizadas.