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Fridays for Future

Estudantes fazem nesta sexta greve global contra crise climática

(Foto: Reprodução/fridaysforfuture.org)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Começou com uma só menina parada do lado de fora do Parlamento Sueco.

Greta Thunberg tinha 15 anos em agosto do ano passado, quando deu início ao seu protesto solitário, faltando às aulas toda sexta-feira para protestar contra a crise climática. 

Nesta sexta (15), serão milhões de jovens, espalhados em 2.005 localidades de 123 países juntando-se à mocinha, cuja figura emoldurada por longas tranças se tornou famosa a partir do fim do ano passado.

Com 16 anos completados em janeiro, ela parece ainda uma criança, aspecto causado em parte pelo emagrecimento após uma longa depressão, que ela atribui à constatação de que, talvez, não houvesse uma Terra para ela quando crescesse.

Na última quarta (13), um comitê de políticos socialistas da Noruega indicou a ativista para o Prêmio Nobel da Paz, que será dado em dezembro.

Se o nome de Greta Thunberg for escolhido, ela se tornará a pessoa mais jovem a receber a honraria, título que hoje é de Malala Yousafzai, premiada aos 17, em 2014.

Foi um caminho de anos destrinchando por contra própria, em livros, vídeos e gráficos, a questão que lhe tirara o apetite aos 11, após uma aula na escola. Qual seria a razão de estudar se não houvesse um futuro?

Nascia assim o embrião do movimento Fridays for Future, sextas-feiras pelo futuro, que se espalhou mundo afora, primeiro na Europa, mas que hoje atinge hoje todos os continentes, com alunos se paralisando em repetidas ocasiões pela causa propelida pela jovem sueca.

Filha de uma cantora lírica famosa em seu país, Malena Ernman, e de um escritor e ator, Svante Arrhenius, Greta recebeu no fim da infância o diagnóstico de Asperger, síndrome dentro do espectro autista.

A garota retraída, que é atacada por mutismo em certas ocasiões tensas, foi apesar disso capaz de discursar para multidões e entre os grandes nomes da economia global em Davos pela causa que escolheu. 

Na Suécia, as escolas autorizaram os alunos a protestar sem levar falta. Nos Estados Unidos, onde a jovem Alexandria Villasenor, 13, vem faltando às aulas toda sexta desde dezembro para protestar em frente à sede da ONU, em Nova York, espera-se a mobilização de 100 mil alunos.

No Brasil, o grito de Greta não chegou com tanta força. Há 24 protestos programados, menos do que no México, por exemplo, onde se esperam 30. Na Itália, país com maior número de manifestações previstas, serão 233 (veja a lista em fridaysforfuture.org/events/list).

O evento que convoca para uma manifestação em São Paulo, no Masp, às 12h desta sexta, contava com apenas 54 confirmações em sua página no Facebook, até a noite desta quinta-feira.

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