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Defesa

Ex-ministro diz que MPF 'escolheu o lado errado'

Barros: "Justiça deu a autorização para a Global importar os medicamentos"
Barros: "Justiça deu a autorização para a Global importar os medicamentos" (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros, divulgou nota dizendo lamentar que o Ministério Público Federal tenha escolhido o lado errado da luta no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o órgão deveria acusar as empresas que mantém monopólio de representantes “para explorar o erário público”.

Barros alega que a Justiça deu a autorização para a Global importar os medicamentos. O laboratório fabricante, no entanto, recusou a vender o produto para a Global, “mantendo um injusto e maior preço para o Brasil, praticado por seu representante comercial”, afirma o ex-ministro

O deputado garante que a legislação foi cumprida rigorosamente para aquisições por judicialização da Saúde. “Os R$ 5 bilhões economizados em 22 meses à frente do Ministério contrariaram muitos interesses. Agimos sempre dentro da lei, e nesses casos com decisões judiciais favoráveis ao Ministério da Saúde”, acrescentando que o juiz substituto da 21 vara federal de Brasília, Ronaldo Spagnolo, concedeu liminar para a importação do medicamento pela vencedora da licitação. "Também foi criado o núcleo de judicialização no Ministério da Saúde e atuamos em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A judicialização da Saúde consome anualmente RS 7 bilhões dos cofres públicos", defende o ex-ministro. 

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