Curitiba de Graça

Exposição do MON e Bertolt Brecht são destaques da semana

Novo trabalho da Relespública também está entre as dicas do Curitiba de Graça 

Desde sábado (12/6), acontece a Semana da Língua Alemã, que oferece ao público eventos on-line, gratuitos e em português. O evento é organizado pelas embaixadas da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e Suíça, em parceria com os consulados e instituições culturais parceiras por todo o Brasil.Em Curitiba, o Goethe-Institut apresenta uma série de atividades. Veja essas e outras atrações para a semana.

Boa leitura!


Bertolt Brecht

Crédito: Divulgação

Bertolt Brech é o destaque da Semana de Língua Alemã. Na capital, o Goethe-Institut Curitiba apresenta leitura mediada, exposição e aula experimental. As atividades são gratuitas e on-line. A leitura mediata “Bertolt Brecht – Vida, obra e poesia”, ocorre no dia 15, às 19h, e será realizada por Lilyan Souza, escritora, atriz, contadora de histórias e produtora cultural radicada em Curitiba.

Brecht, escritor, dramaturgo, diretor e encenador teatral, é destaque na literatura mundial e, a seu tempo, revolucionou a dramaturgia. As inscrições gratuitas são pelo: https://www.sympla.com.br/bertolt-brecht---vida-obra-e-poesia-leitura-mediada-por-lilyan-de-souza__1232552

A outra atividade ocorre no dia 16, às 19h. É o tour virtual “Paisagens e cidades da Alemanha: das montanhas aos museus”, que mostrará duas grandes costas alemãs do Mar do Norte e do Mar Báltico, as regiões montanhosas na borda dos Alpes e destinos pouco conhecidos por turistas, como pequenas cidades com atrações surpreendentes. A apresentação será feira por Katharina Bleher, mestranda bilateral do curso de Letras Alemão da UFPR e Universidade de Leipzig. Para participar, é necessário se inscrever gratuitamente pelo https://www.sympla.com.br/paisagens-e-cidades-da-alemanha-das-montanhas-aos-museus__1232506

Encerrando os eventos promovidos pelo Goethe-Institut Curitiba, no dia 18, às 18h, terá uma aula experimental de alemão. Mesmo quem não fala nada do idioma pode participar e verificar que o aprendizado da língua pode ser muito engajador e divertido, inclusive on-line, e já sair falando algumas palavras. As inscrições gratuitas também são pelo https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/cur/kur/onk/sch.html 



Zoo aberto

Crédito: Divulgação

Legenda: Percurso tem cerca de 1,3km e foi pensado para não perturbar o sossego dos animais.

A partir desta terça-feira (15), o Zoológico de Curitiba voltará a receber o público, mas de uma maneira diferente: em um percurso de carro pela unidade de conservação, atividade em alusão ao mês do Meio Ambiente. As visitas, gratuitas, deverão ser agendadas pelo sistema Agenda Online (https://agendaonline.curitiba.pr.gov.br/#!/login), que vai abrir todas as sextas-feiras, a partir das 16h30. Serão quatro possibilidades de horário: 10h, 11h, 14h e 15h, nas próximas três semanas, de terça a sexta-feira, ou seja, entre os dias 15 e 19 de junho, 22 a 26 de junho e 29 de junho a 3 de julho. Poderão circular, no máximo, 30 veículos simultaneamente por horário, com entrada pela área de serviços, via Rua João Miqueleto, 1370.



Theatro São João

Crédito: Lu Fotografia/Wikimedia Commons

Prédio do teatro é tombado pelos governos estadual e federal.

O tradicional Theatro São João, localizado no município da Lapa, é o tema central da exposição “Quo Vadis – Theatro São João”, que está sendo apresentada pelo canal do You Tube: https://www.youtube.com/watch?v=DbHvWLOLdf4.

A exposição está disponível apenas por meio digital, pelo Facebook da Prefeitura da Lapa. Uma série de vídeos com entrevistas de arquitetos e artistas que relatam suas experiências em projetos de restauração e atividades culturais no Theatro São João estão sendo divulgadas.

O Theatro São João foi construído entre os anos de 1873 e 1876 e foi tombado pelo governo federal e estadual, além de estar inserido no conjunto urbano do Centro Histórico da Lapa, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1998.



Relespública e Nymphas

Crédito: Fabiano Ferreira

Legenda: Relespública foi uma das bandas que resgatou a estética mod na década de 90.

Após 13 anos, a banda Relespública acaba de lançar um novo trabalho, que resgata a sua essência. O EP “Sem Ninguém ao Lado”, já está nas plataformas digitais.

A gravação também marcou a volta dos músicos Fabio Elias (voz e guitarra), Moon (bateria) e Ricardo Bastos (backing e baixo) com o produtor Marcelo Crivano, com quem a banda criou o cultuado álbum “As Histórias São Iguais”, de 2003, e o especial MTV Apresenta, de 2006. Confira reportagem completa e o novo clipe aqui: https://curitibadegraca.com.br/mods-are-back-again-relespublica-resgata-sua-sonoridade-inicial-em-novo-trabalho/

O grupo vocal feminino Nymphas está completando 40 anos de carreira e para celebrar a data, as cantoras lançaram um vídeo comemorativo que está disponível aqui https://www.youtube.com/watch?v=Sr5ZJzcdlp.

Com o título: “Aqui é o nosso jardim”, trecho de uma canção composta por Mara Fontoura, regente e cantora do grupo, e Alvaro Ramos, o vídeo mostra fatos marcantes, como o show de estreia, no Teatro Universitário da Canção (TUC).



Radical

Crédito: Andre Nacli

Legenda: Obra da mostra “Radical”, de Sonia Dias Souza.

O Museu Oscar Niemeyer (MON) reabriu ao público com uma nova exposição: “Radical”, primeira individual da artista Sonia Dias Souza. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra tem caráter imersivo e reúne fotografias e instalações inéditas.

Um exemplo é a instalação “A semente que somos”, trabalho composto por cerca de três mil sementes de flores de lótus desidratadas, unidas por finos fios de arame e penduradas através de fios de pesca. As sementes foram escolhidas pela artista em razão do seu simbolismo, por estarem ligadas ao processo da vida e de sua superação.

As muitas possibilidades de interpretação e a expansão de significados são marcas registradas da artista, que recusa a temporalidade e a possibilidade de perspectiva única em sua obra. Os trabalhos apresentados se desenvolvem em conexão, sobre a relação do homem consigo e com seu entorno, sobre sua finitude, sua existência subjetiva como parte da complexa estrutura que sustenta a vida. Todos foram concebidos como janelas pelas quais encontramos possíveis acessos de novos sentidos e alternativas para a solução dos conflitos, inquietudes e medos que nos afligem nessa experiência da vida contemporânea.



Encontro literário

Crédito: Divulgação

Legenda: Antonio Cescatto e Marco Aurélio Cremasco irão se entrevistar e ler textos autorais.

Antonio Cescatto e Marco Aurélio Cremasco são os convidados da décima quarta edição de “Às vezes, aos domingos”, bate-papo virtual que acontecerá no dia 20 de junho, a partir das 17h, no Instagram @antoniocescatto.

Paranaense de Guaraci, situada na região de Londrina, no norte do estado, Marco Aurélio Cremasco vive desde 1986 em Campinas. Engenheiro químico, é professor na Faculdade de Engenharia Química na Unicamp. Publicou quatro livros relacionados à química, o mais recente é “Difusão mássica” (Blucher, 2019). Mas, também é autor de seis obras poéticas, entre as quais “As coisas de João Flores” (Editora Patuá, 2014) e “Bilros” (Editora Patuá, 2020). Com “Santo Reis da Luz Divina” (Record, 2004) conquistou o Prêmio Sesc de Literatura. Cremasco também é autor da longa narrativa “Guayrá” (Confraria do Vento, 2017) e transitou pelo contos em duas coletâneas e na crônica com “Onde se amarra a terra vermelha” (Nave, 2018).
Já o curitibano Antonio Cescatto formou-se em Medicina pela PUCPR, mas dedicou-se à publicidade. É autor do romance “O mundo não é redondo” (Travessa dos Editores, 2010), as novelas “Preponderância do pequeno” (Kafka, 2011), “Cloaca” (Kafka, 2012), e a coletânea de poemas “O livro das coisas menores” (7Letras, 2018).



Imigração Polonesa

Crédito: Levy Ferreira/SMCS (arquivo)

Legenda: Festa da Swieconka de 2018, no Bosque do Papa, em Curitiba, realizada todos os anos para benzer os alimentos da Páscoa.

Para celebrar os 150 anos da imigração polonesa no Brasil, o Solar do Rosário promoverá uma aula virtual aberta e gratuita no dia 24, a partir das 19h. O professor e historiador Maurício Fabiano Mazur fará uma esboço da história dessa imigração e suas contribuições para o Brasil. Para participar, basta participar de um grupo no Whatsapp por aqui: https://chat.whatsapp.com/FJUoqhusIiX9QfUNCmVoG8

A história dos poloneses em nosso país se mistura com a do Paraná: o estado foi um dos primeiros a receber os imigrantes. O primeiro polonês que chegou ao Brasil, segundo uma publicação da Casa da Cultura Polônia Brasil e o Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba, foi Sebastião Edmundo Woś Saporski, considerado o “pai da imigração polonesa” no país.

Em 1867, Saporski veio para a América em um navio que chegou à Paranaguá, mas ele decidiu continuar até o Uruguai. Porém, retornou ao Brasil no ano seguinte, para o estado de Santa Catarina.

 

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