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FGV diz que nomeado para o MEC nunca foi professor efetivo na instituição

(Foto: Reprodução/ Facebook)

Escolhido por Jair Bolsonaro para ser o mais novo ministro da Educação do Brasil, Carlos Alberto Decotelli não foi professor efetivo da Fundação Getulio Vargas (FGV). E quem afirma isso é a própria instituição, que por meio de nota informou ao jornal O Globo que o indicado de Bolsonaro atuou como professor colaborador "apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos".

Trata-se de mais uma inconsistência no currículo do escolhido para o Ministério da Educação (MEC). É que Decotelli afirma ter sido professor na FGV entre 2001 e 2018. Ele não especifica o tipo de relação com a instituição, o que indicaria um vínculo efetivo que nunca existiu. No meio acadêmico, aponta ainda O Globo, a prática pode ser considerada "pouco transparente", uma vez que há formas de denominar a vinculação como colaborador.

A posso do novo ministro estava marcada para esta terça-feira (30 de junho), mas foi suspensa. Bolsonaro chegou a indicar publicamente que manteria a nomeação de Decotelli, mas auxiliares do presidente já admitem que sua situação é 'complicada' e que a nomeação pode não se concretizar.

Nos últimos dias, foram diversas as suspeitas que surgiram com relação ao currículo de Decotelli. Primeiro, o reitor da Universidade Federal de Rosário, na Argentina, afirmou que o ministro não tem título de doutor pela instituição. Depois da revelação, o currículo Lattes do indicado foi alterado, agora constando apenas que Decotelli cursou os créditos.

Depois, um professor chileno veio a público para acusar o possível futuro ministro da Educação de plágio. Sua dissertação, que tem aproximadamente 70 páginas, teria mais de 53 páginas que são meramente cópias de outros trabalhos. O ministro nega ter tido intenção de fraudar o trabalho, mas disse que equívocos, alguma desatenção pode ter acontecido.

Além disso, Decotelli, mesmo depois de ter corrigido seu currículo, manteve a menção a um 'pós-doutorado' na plataforma Lattes. O título, na verdade, não existe formalmente, mas é usado em referência a pesquisas feitas após um acadêmico obter título de doutor. Título este, porém, que Decotelli não tem.

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