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Fila da creche na cidade de São Paulo é a menor da série histórica

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A capital paulista fechou o ano de 2018 com a menor fila da creche da série histórica. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Educação, sob gestão Bruno Covas (PSDB), em dezembro havia 19.697 crianças à espera de uma vaga.

A redução em relação a dezembro de 2017 foi de 55,3%. Na ocasião, a fila da creche tinha 44.902 nomes.

De acordo com os números da secretaria, a demanda para as CEIs (Centro Educacional Infantil) da cidade foi absorvida pela criação de 37.662 vagas na rede municipal em 2018.

Atualmente, a cidade tem 333.922 crianças matriculadas em creches da prefeitura. Essas unidades podem ser diretas (quando são administradas pela prefeitura) ou indiretas (quando alguma entidade faz a gestão do centro educacional por meio de convênio com a Secretaria da Educação).

Em 2017, 98% das vagas criadas nos Centros Educacionais Infantis foram por meio de convênios com a secretaria. Nesse ano, a rede absorveu mais 26.059 crianças.

Mesmo com a ampliação da oferta de vagas, a zona sul é a região da capital com a maior fila. O distrito com mais crianças à espera pela creche é o Capão Redondo (1.499), seguido por Jardim Ângela (1.386), Jardim São Luís (1.002), Grajaú (984), Cidade Ademar (962), Campo Limpo (908) e Pedreira (866) todos na zona sul.

Em nota, a pasta afirma que o resultado foi obtido com a reorganização de estruturas já existentes ou por novas vagas criadas, seja por parcerias ou pela construção de novas unidades próprias.

Houve um aumento de 50.343 novas matrículas em toda cidade, afirma, em relação ao registrado em dezembro de 2016. Diz ainda que em dois anos diminuiu em 69% a fila por vaga em creche. Alega que "apenas em 2018", seis creches de administração direta foram inauguradas, além de 188 parcerias celebradas.

Apesar do bom resultado, no começo de 2019, Covas decidiu mudar o comando da Secretaria da Educação. Alexandre Schneider foi substituído pelo ex-secretário de Educação de Márcio França (PSB) no Governo de São Paulo, João Cury Neto, expulso do PSDB por aliados do atual governador João Doria (PSDB).

No dia em que foi anunciada a troca, Schneider publicou a em redes sociais: "Alcançamos com seis anos de antecedência as metas de matrículas em creche, com o dobro da cobertura do Brasil e do estado de São Paulo. Universalizamos a pré-escola. Reduzimos o número de alunos por sala no ensino fundamental. As crianças estão sendo alfabetizadas um ano mais cedo e já são 92% ao final do segundo ano", escreveu Schneider.

No texto, ele também dá indiretas em relação ao discurso adotado pelo então prefeito Doria, hoje governador, quando assumiu a gestão municipal. "Em nenhum momento lancei mão do surrado discurso da 'herança maldita'. Sempre reconheci a transição correta realizada pela gestão que nos antecedeu, que não escondeu nenhum problema que iríamos encontrar", escreveu.

O ex-secretário também agradece a Covas, que "sempre nos apoiou" e pela oportunidade de ter sido secretário. O texto não cita Doria, o prefeito que o nomeou em 2017.

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