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Arbitragem em foco

'Fomos garfados', desabafa Paulo André, do Athletico, na Vila Belmiro

(Foto: Valquir Aureliano)

Ex-zagueiro do Athletico e hoje dirigente da equipe paranaense, Paulo André usou sua ‘metralhadora verbal’ para detonar a arbitragem da partida entre o Furacão e o Santos, que terminou empatado em 1 a 1 na Vila Belmiro neste domingo (08 de setembro). Segundo o dirigente, o pênalti marcado a favor do Peixe no final do jogo foi uma ‘vergonha’.

“Estamos nos sentindo prejudicados. É uma grande vergonha o que aconteceu aqui hoje. O toque claramente se inicia de fora da área, a câmera de cima mostra até que o jogador (Braian Romero) evita o contato para que não ocorra o toque dentro da área. O árbitro chama o VAR e oficializa um ato que prejudica a nossa equipe. Nós gomos garfados aqui hoje, essa é a palavra”, desabafou.

“É impossível que o VAR tenha mostrado o toque fora da área e três pessoas se convençam do contrário tem o lance por todos os ângulos. Então é inadmissível o que aconteceu aqui hoje”, complementou Paulo André.

O dirigente ainda se disse a favor do VAR, mas com a ressalva de que a tecnologia ainda carece de melhor treinamento e preparação por parte dos responsáveis por operar o recurso.

“Vamos por todos os meios legais, enviar um ofício. Vamos pedir a revisão, queremos já pedir ao Gaciba e responsáveis que nos enviem os áudios. Que eles guardem os áudios, que nos mostrem e que nos apontem quem foi responsável para mandar o árbitro para a cabine, sendo que o lance foi fora. E que haja uma punição.”

Tiago Nunes

O técnico Tiago Nunes, por sua vez, foi mais comedido ao comentar a arbitragem. Também se disse a favor do VAR, mas mostrou ter um pé atrás com relação à sua utilização no Brasil. “Os erros vão continuar acontecendo. O VAR é uma ferramenta auxiliar, mas a decisão continua sendo interpretativa. Daqui a pouco vamos começar a falar que a ferramenta é ruim, mas a ferramenta é boa, a questão é como ela está sendo utilizada.”

O treinador atleticano também destacou o bom desempenho de sua equipe, mesmo se tratando de um onze inicial com muitos jogadores considerados reservas e que estavam sem ritmo de jogo.

“Esse é o grande prêmio que qualquer jogador pode ter: saber que independente de quem jogue o time mantém o desempenho. Hoje era um teste difícil, Santos não perde aqui dentro há muito tempo, e fazer um jogo desses com atletas que não vêm jogando tanto... Você fica esperando o que pode acontecer em termos de rendimento e os jogadores tiveram uma doação tática muito grande. Tivemos algumas chaces em contra-ataque para fazer gol, fizemos um e pudemos fazer o segundo. O Léo também foi muito bem nos lances do Santos. Os caras estão entrando, brigando por uma oportunidade, e numa reta final de Copa do Brasil, o que valoriza ainda mais esse momento.”

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