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Forças aliadas dos EUA tomam último bastião do EI na Síria

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As Forças Democráticas da Síria (FDS), coalizão de milícias curdas e árabes apoiada militarmente pelos Estados Unidos, anunciaram formalmente na manhã deste sábado (23) a destruição do controle de terras pelo Estado Islâmico ao leste da Síria.

Mesmo assim, segundo as agências internacionais, afirmaram também que vão continuar com suas campanhas militares e de segurança contra as células adormecidas da milícia terrorista. De acordo com o The New York Times, apesar do anúncio do último bastião do EI ter sido tomado, ainda não é fim do califado.

"Este é um grande momento não apenas para nós, mas para todo o mundo", disse Kino Gabriel, porta-voz das FDS. "Mas não podemos dizer que o EI está acabado. É verdade que eles estão acabados no chão como um exército permanente. Mas a ameaça do EI permanece em todo o mundo."

Os confrontos foram muito violentos, mas a bandeira vitoriosa das FDS foi hasteada em Baghuz, afirmou Gabriel. Baghuz é um pequeno aglomerado de aldeias e fazendas nas margens do rio Eufrates, na fronteira com o Iraque, onde exército sírio encontrou bombas, coletes suicidas e silenciadores de armas.

Na cerimônia televisionada, o comando geral pediu ao governo sírio, que jurou retomar o país inteiro, que reconheça a administração autônoma das áreas que a SDF controla no nordeste do país.

Também foi pedido à Turquia, que considera a SDF uma organização terrorista, para deixar o território sírio, especialmente a região de maioria dos curdos de Afrin.

Nos últimos quatro meses, pelo menos 40 mil pessoas de várias nacionalidades saíram do último reduto do Estado Islâmico na Síria, sob escolta da FDS. Só neste ano, milhares de civis e combatentes abandonaram a região. 

O anúncio de hoje deve pôr fim ao califado proclamado em junho de 2014 pelo líder da facção, Abu Bakr al-Baghdadi -o paradeiro do terrorista iraquiano é desconhecido, e não se sabe se ele está vivo ou morto.

Desde o início do avanço do Estado Islâmico na cidade de Kobani, na fronteira turca, no início de 2015, combatentes da FDS lutam no norte e no leste da Síria, sob ajuda da coalizão liderada pelos EUA.

Alguns homens disseram que não eram combatentes, mas administradores do Estado Islâmico, e que não participaram da violência. Outros disseram que acabaram trabalhando como motoristas de ônibus ou comerciantes para o EI.

O Estado Islâmico atraiu pessoas de todo o mundo. Um menino indonésio de 11 anos disse que esteve na Síria por quatro anos, trazido por seus pais, para se juntar ao grupo terrorista. Eles viviam no Iraque e no leste da Síria e ele usou armas, afirmou o menino.

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