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Direto com o Dono

Fundador da Ricardo Eletro é preso em operação contra sonegação fiscal

(Foto: Divulgação)

Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil mineira deflagrou na manhã desta quarta-feira (8 de julho) a operação "Direto com o Dono", que investiga a sonegação de aproximadamente R$ 400 milhões em impostos ao longo de quase uma década. Um dos alvos da investigação, que foi preso na manhã de hoje, é Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro.

A prisão dele foi realizada durante a manhã, em São Paulo. Por volta de 10 horas, Nunes estava em uma delegacia da capital paulista e aguardava para embarcar num avião e ser levado até Belo Horizonte, onde prestará esclarecimentos no âmbito da operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Além de Ricardo Nunes, sua filha, Laura, também foi presa na grande BH e há ainda um mandado de prisão em aberto contra Pedro Daniel Magalhães, diretor superintendente da Ricardo Eletro. Já Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo, é alvo de mandado de busca e apreensão.

Segundo o delegado Vitor Abdala, as investigações indicam que Ricardo Nunes se apropriou do tributo que deveria ser pago ao Estado, fazendo com que seu patrimônio crescesse mais aceleradamente. O esquema funcionava com a rede de varejo já cobrando dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos. Acontece, porém, que o repasse não era feito aos cofres públicos.

Ainda conforme o Ministério Público, a Ricardo Eletro se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas. O patrimônio individual de Ricardo Nunes, por outro lado, teria crescido na mesma época em que os crimes eram praticados. Além disso, os bens imóveis do fundador da Ricardo Eletro não estão registrados em seu nome, mas no de suas filhas, mãe e de um irmão. Tudo isso, diz a denúncia, caracterizaria lavagem de dinheiro.

Além dos três mandados de prisão, estão sendo cumpridos também 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Limas, em Minas Gerais; e em São Paulo e Santo Andre, no estado de São Paulo.

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