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Operação Piloto

Fux rejeita novo pedido de habeas corpus de ex-chefe de gabinete de Richa

Deonilson: ex-chefe de gabinete tentou uma "extensão" de recurso que libertou empresário Jorge Atherino, preso na mesma operação
Deonilson: ex-chefe de gabinete tentou uma "extensão" de recurso que libertou empresário Jorge Atherino, preso na mesma operação (Foto: Franklin de Freitas)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, rejeitou novo pedido de habeas corpus do ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, preso em setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, que investiga um esquema de pagamento de propina pela Odebrecht ao grupo político do tucano em troca de favorecimento em uma licitação para obras de duplicação da PR 323 (região Norte), em 2014. A defesa de Deonilson tentou obter uma "extensão" da decisão tomada no último sábado, pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que acatou pedido semelhante e determinou a soltura do empresário Jorge Atherino, preso na mesma operação, e apontado pelo Ministério Público Federal como o “operador financeiro” do esquema. Atherino foi libertado ontem depois de oferecer três imóveis da família como fiança. 

Os advogados de Roldo usaram as mesmas alegações que Atherino para tentar a libertação do cliente: a de que o grupo político de Richa não está mais no poder - o ex-governador não conseguiu se eleger para o Senado - e por isso não teria mais como influir ou atrapalhar as investigações ou obstruir o processo. Também alegaram que os fatos descritos na denúncia teriam ocorrido em 2014, quatro anos antes da prisão preventiva dele. 

Roldo e Atherino foram presos sob a acusação de participarem de um esquema que teria recebido pelo menos R$ 3,5 milhões da Odebrecht em 2014, para favorecer a empreiteira na licitação para obras da PR 323. O dinheiro seria destinado ao caixa dois de campanha de Richa, que disputou a reeleição para o governo naquele ano.

Entre as provas apresentadas estão a gravação de uma conversa entre o ex-chefe de gabinete, em fevereiro de 2014, no qual Deonilson Roldo sugere ao empresário Pedro Rache, do grupo Bertin, e controlador da empresa Contern, planejava participar da concorrência. Na conversa, Deonilson afirma que o grupo de Richa tinha “compromissos” com a Odebrecht, e pede que a Contern se afaste da disputa em troca da participação em negócios com a Copel. No pedido de prisão de Roldo, o MPF apontou ainda suspeitas de que Roldo estava trabalhando na coordenação da campanha de Beto Richa ao Senado nas eleições de 2018.

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