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Corrupção

Gaeco cumpre 15 mandados de prisão no Paraná na Operação Rádio Patrulha

O Gaeco de Curitiba cumpre nesta terça-feira, 11 de setembro, 15 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu no âmbito da Operação Rádio Patrulha. 

A operação apura direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro no programa do governo estadual do Paraná Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. 

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e a mulher Fernanda Richa foram presos na manha desta terça-feira,11, no apartamento onde residem no bairro Ecoville, em Curitiba. Deonlison Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, também foi preso, no bairro Tingui, onde mora. As três prisões são temporárias, com validade de cinco dias. Beto Richa é candidato ao Senado e, na última pesquisa, aparecia em segundo lugar na corrida eleitoral com 28% das intenções de voto.  Ao todo, são 15 mandados de prisão. Até o momento, oito pessoas foram presas. O coordenador do Gaeco ressaltou que as prisões têm fundamento legal.

Os mandados de prisão contra os três foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e são oriundos de um investigação sobre o programa Patrulha Rural, batizada de Operação Rádio Patrulha. 

O empresário Joel Malucelli, dono da J. Malucelli, é outro alvo de prisão do Gaeco. Ele também é dono da Band, da BandNews, da CBN e do Metro Jornal, em Curitiba. Em nota a assessoria do empresário, esclarece que as acusações são injustas e nega qualquer irregularidade. Ressalta ainda que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos. A assessoria informou ainda que o empresário desde 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontra na presente data em férias, fora do país, aguardando orientação de seus advogados, que ainda não foram notificados oficialmente sobre a operação.

As empresas Cotrans, Ouro Verde e J. Malucelli são investigadas por fraude no programa Patrulha do Campo.

Lista dos mandados de prisão da operação do Gaeco:

Fernanda Richa (presa)– esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social

Deonilson Roldo (preso) – ex-chefe de gabinete do ex-governador

Pepe Richa (preso) – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura

Ezequias Moreira (preso)– ex-secretário de cerimonial de Beto Richa

Luiz Abib Antoun (preso) – parente do ex-governador

Edson Casagrande (preso) – ex-secretário de Assuntos Estratégicos

Celso Frare (preso) – empresário da Ouro Verde

Aldair W. Petry

Dirceu Pupo – contador

Joel Malucelli – empresário J.Malucelli

Emerson Cavanhago – empresário

Robinson Cavanhago – empresário

Túlio Bandeira – advogado

André Felipe Bandeira

O ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Rodo também é alvo de prisão da Polícia Federal (PF) na 53ª fase da Operação Lava Jato,  chamada de Operação Piloto, deflagrada também  nesta manhã. A casa onde Beto Richa e Fernanda Richa moram é alvo de busca e apreensão pela Lava Jato.

Defesa de Richa

De acordo com os advogados de defesa do ex-governador Beto Richa, até o momento não sabe qual a razão das ordens judiciais proferidas contra Richa. A defesa ainda não teve acesso à investigação do Gaeco. 

Empresa Ouro Verde

A assessoria de imprensa do grupo Ouro Verde encaminhou uma nota informando que "no curso ordinário de seus negócios, prestou serviços de locação de máquinas e equipamentos pesados ao Estado do Paraná durante o período de abril de 2013 a julho de 2015 após se sagrar vencedora em processo licitatório público e que cumpriu todas as suas obrigações legais no âmbito de tal contratação, inclusive havendo atualmente cobrança judicial contra o Estado por valores não pagos, apesar dos serviços prestados. Ao longo de seus 45 anos de história, a Ouro Verde jamais se envolveu e nega qualquer envolvimento com relação a qualquer ato ilícito, e tem plena convicção de que demonstrará isso de forma cabal às autoridades competentes."

Empresa Cotrans

A assessoria juridica da empresa Cotrans disse que não teve acesso ao teor do processo e soube da citação da empresa através da imprensa. Informou ainda que não houve nenhum procedimento de busca e apreensão no local . A defesa disse ainda que a empresa se coloca à disposição das autoridades para fazer os esclarecimentos necessários.

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