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Abastecimento

Gás de cozinha não dura nem uma hora nas revendas de Curitiba

Posto de revenda no São Lourenço tinha fila pela manhã
Posto de revenda no São Lourenço tinha fila pela manhã (Foto: Josianne Ritz)

O medo do desabastecimento tem feito o curitibano correr para comprar o gás de cozinha. Os postos de revenda têm visto o produto sumir rapidamente. Uma revena na Rua Nilo Brandão, no São Lourenço, por exemplo, repõe os botijões para venda praticamente todos os dias, mas eles acabam também rapidamente. Ontem, o produto chegou e, quarenta minutos depois, já tinha acabado.
O problema não é falta do produto, mas o medo do consumidor. O que acontece com o gás de cozinha é o mesmo que ocorreu com o caso das máscaras e álcool em gel, que sumiram das prateleiras. Neste momento, as entidades do setor dizem que não há risco de desabastecimento.
Até por isso, ontem, devido às dúvidas e reclamações geradas pela falta de gás de cozinha em estabelecimentos de Curitiba e região, o Procon-PR oficiou a Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás GLP (Abragás) para que oriente as revendas, evitando o desabastecimento do produto.
O documento sugere a limitação quantitativa de botijões vendidos por consumidor, dentro do bom senso e de acordo com o estoque de cada estabelecimento, de modo a garantir o abastecimento do mercado e atender as necessidades de todos os consumidores.
A Abragás e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) também emitiram um comunicado esclarecendo o transtorno na entrega dos produtos. O texto explica que o atraso na reposição é resultado do aumento da procura devido à pandemia do Covid-19, e que não houve redução no fluxo de entrega do produto.
O Procon, em conjunto com a Delegacia do Consumidor, está apurando denúncias de aumentos abusivos praticados nas revendas.

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