Publicidade
Balanço do ano

Geração de empregos em Curitiba é a maior desde 2012

Carteira assinada: reação no ano passado, apesar da crise
Carteira assinada: reação no ano passado, apesar da crise (Foto: Divulgação)

Curitiba foi um dos principais destaques nacionais em termo de geração de empregos em 2018. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho, ao longo do ano de 2018 a Capital foi a quarta cidade do país que mais criou vagas de emprego. Além disso, o município também registrou o maior número de novas vagas criadas (considerando-se a diferença entre admissões e desligamentos) desde 2012.

Ao longo de todo o ano passado, o mercado formal de empregos em Curitiba registrou um total de 312.933 contratações e 299.252, com um saldo positivo de 13.681 novos postos de trabalho criados. O resultado é o melhor para o município desde 2012, quando a Capital fechou o ano com 22.454 vagas criadas (com 476.436 contratações e 453.982 demissões).

Em todo o país, apenas os municípios de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília registraram resultados melhores. Na capital paulista, por exemplo, foram criadas 58.357 novas vagas de emprego (fruto de 1,63 milhão de admissões e 1,57 milhão de desligamentos), enquanto na capital mineira o saldo positivo foi de 29.330 (416 mil admissões e 386 mil desligamentos). Já na capital federal surgiram 16.937 novos postos de trabalho, com cerca de 288 mil contratações e 271 mil demissões.

Voltando para Curitiba, dos oito segmentos econômicos avaliados pelo Caged, cinco fecharam 2018 com saldo positivo de empregos: serviços (+10.738), construção civil (+2.230), comércio (+1.003), indústria de transformação (+314) e agropecuária (+52). Por outro lado, o setor extrativa mineral (-17), os serviços industriais de utilidade pública (-246) e a própria administração pública (-393) fecharam mais postos de trabalho do que criaram.

O resultado para o município, inclusive, só não foi ainda mais positivo porque no mês de dezembro o saldo de empregos foi menor do que em meses anteriores. Neste mês, a diferença entre os trabalhadores demitidos e contratados foi de 5.737, com 21.555 admissões e 27.292 desligamentos.

O resultado de Curitiba acompanha a tendência do país, que também teve saldo negativo no período. No Paraná, por exemplo, apenas no mês de dezembro foram fechados 26.838 postos de trabalho, com 71.641 contratações no último mês do ano e 98.479 demissões.

No Paraná, resultado foi o mais positivo desde 2014
Considerando-se o Paraná como um todo, o estado teve o melhor resultado na geração de empregos desde 2014, com a criação de 40.256 novas vagas com carteira assinada em 2018, o que representa um aumento de 230% em relação a 2017.

O desempenho se deve principalmente aos setores de serviços e comércios, que abriram 30.258 e 9.426 novos postos de trabalho, respectivamente. A área de construção civil e de serviços industriais de utilidade pública também apresentaram resultados otimistas, com 2.386 novas ofertas de trabalho. Por outro lado, outros quatro setores (agropecuário, indústria de transformação, administração pública e extrativa mineral) tiveram queda.

Além de Curitiba, outras cidades que tiveram maior geração de emprego no estado foram São José dos Pinhais (3.122), Maringá (3.090), Foz do Iguaçu (2.620) e Ponta Grossa (1.393).

As ocupações que mais se destacaram 
As ocupações que mais se destacaram em 2018 foram alimentadores de linhas de produção; vendedores e demonstradores em lojas e mercados; e escriturários e auxiliares administrativos. Os trabalhadores da construção civil, do transporte rodoviário de cargas e das atividades de abates de suínos também estiveram em alta.

De acordo com o economista do Observatório do Trabalho, Alexandre Chaves, os setores serviço e comércio, que mais se destacaram, são os que começam a impulsionar a economia paranaense. “São os setores mais procurados e que apresentam a possibilidade de um novo emprego para o trabalhador. Já o comércio se destaca por causa das compras de final de ano”, disse.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES