Pandemia

Governo do PR e Prefeitura de Curitiba preparam estrutura para vacinação contra Covid-19

Pavilhão do Barigui: local será preparado para ser ponto de vacinação
Pavilhão do Barigui: local será preparado para ser ponto de vacinação (Foto: Franklin de Freitas)

Ainda que a liberação da vacina contra a Covid-19 esteja indefinida, o Paraná e Curitiba já preparam a estrutura para iniciar a imunização da população. Insumos, como seringas, já estão garantidos e, segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o planejamento prevê que aproximadamente 4 milhões de paranaenses recebam a primeira dose da vacina até maio. Ontem, o prefeito Rafael Greca disse que o Pavilhão de Eventos do Parque Barigui deve ser preparado para se tornar um mega-centro de vacinação.

Como o Paraná vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal, a expectativa é que o processo de imunização possa começar ainda neste mês. É no Cemepar que o Estado armazena seringas, agulhas, máscaras, aventais e demais itens necessários para a imunização. Apenas em relação a seringas e agulhas o Paraná conta com 11 milhões de unidade. Número que saltará para 27 milhões nos próximos dias após nova rodada de compras.

Beto Preto ressaltou que a expertise técnica da secretaria fará com que a vacina contra a Covid-19, tão logo seja liberada pela Anvisa, comece a ser aplicada em até 72 horas nos paranaenses que integram o grupo prioritário.

A base é formada por cerca de 90 mil profissionais da área da saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, 10 mil índios acima de 18 anos mapeados em comunidades isoladas de 30 municípios do Estado e 10 mil idosos institucionalizados em asilos e casas de repouso.

A estimativa é que o Estado receba 100 mil dos 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca. As vacinas serão importadas do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

E, depois, conforme as vacinas de outros laboratórios forem sendo liberados pela Anvisa, e as doses chegarem ao Estado, os restante dos grupos prioritários devem receber o imunizante. O resto da população deve ter a vacina à disposição conforme o calendário do Ministério da Saúde.

Mega-Centro

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, como costumeiramente faz, postou uma mensagem na sua página no Facebook, onde, primeiro criticou a “briga” das vacinas. “Não se trata de discutir se a vacina é chinesa ou indiana, se é do Governador João Dória ou do Presidente Jair Bolsonaro. Temos disponíveis as vacinas do Butantan e da FioCruz. A melhor vacina é a que estará a disposição da população”, escreveu.

No final, o prefeito também adiantou que o Pavilhão do Barigui deve ser um local de vacinação em Curitiba. “Vamos começar a preparar o grande Pavilhão de Eventos do Parque Barigui para ser nosso mega-centro de vacinação. Prefiro usar o espaço assim do que como hospital de campanha”.

Boletins Covid-19
Dia 13/01

Curitiba
Novos casos 802
Mortes 15
Total
Casos 118.846
Mortes 2.404

Paraná
Novos casos 2.896
Mortes 31
Total
Casos 483.024
Mortes 8.84

Brasil
Novos casos 60.899
Mortes 1.274
Total
Casos 8.256.536
Mortes 205.964

População deve manter o afastamento social, defende Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu, ontem, a importância de os brasileiros continuarem seguindo as recomendações das autoridades de saúde como forma de tentar conter o aumento do número de casos do novo coronavírus (Covid-19).

“Todo mundo deve estar focado em salvar vidas. Cada um no seu papel. Se o papel da pessoa é se prevenir para não ficar doente, tomar seus cuidados, manter o afastamento social, este é o papel dela”, disse o ministro, em Manaus, onde apresentou um balanço das ações dos governos federal e estadual para tentar controlar a disseminação do coronavírus no estado.

“Temos que nos cuidar. Temos que seguir as orientações dos gestores. Não adianta lutar contra isto”, disse Pazuello após afirmar que todos têm que colaborar para que o país consiga superar a doença.