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Governo nega ataque ao Legislativo

O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, minimizou ontem, o envio, pelo presidente Jair Bolsonaro, de um vídeo convocando para manifestações organizadas por apoiadores do governo no dia 15 de março. A divulgação dos atos nas redes sociais tem sido marcada por críticas ao Congresso. Em conversa com o Estado, o ministro afirmou que “não foi ele (o presidente) que fez os vídeos, não foi ele que distribuiu, ele não fez qualquer crítica aos parlamentares”.

De acordo com Ramos, o presidente decidiu compartilhar o vídeo com amigos após ficar sensibilizado com as imagens, que incluem cenas de quando tomou uma facada, durante a campanha eleitoral de 2018, e de seu período de internação no hospital.

“O vídeo não fala do Congresso. É um vídeo de apoio ao governo, que ele recebeu, como recebeu muitos outros, e, pelo tom emotivo apenas repassou para uma lista reservada de pessoas. Só no privado”, afirmou Ramos ao Estado. “Qual é a culpa dele nisso?”, questionou o ministro, que passou o feriado de carnaval ao lado do presidente no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Culpa - Ramos ressaltou, porém, que Bolsonaro “não sabe” quem fez o vídeo e citou o fato de ele não ter reproduzido os vídeos em nenhuma rede social, apenas no WhatsApp pessoal. “Ele não colocou no Twitter, não colocou no Facebook, nem no Instagram. Qual é a responsabilidade dele de terem divulgado isso nas redes abertas? Nenhuma. Zero. Não é culpa dele. Foram apoiadores que divulgaram. A fala oficial dele sobre isso está em um Twitter que ele publicou há pouco”, argumentou o ministro sobre o compartilhamento do vídeo pelo presidente.

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