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Paralisação

Greve dos aeroportuários atinge 80% dos aeroportos do País

A paralisação dos aeroportuários que iniciou nesta quarta-feira, dia 31, atinge 80% dos 63 Aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no País. O movimento é organizado pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA/CUT), que representa 13 mil trabalhadores.

Segundo os manifestantes, a Infraero se recusa a avançar na negociação da pauta de reivindicações da Campanha Salarial da categoria, cuja data-base é 1º de maio.

A Infraero ofereceu reajuste salarial de 6,49%, que segundo o SINA não atende a reposição das perdas salariais. O Sindicato reivindica aumento salarial de 6,37% (referente à reposição da inflação do período da data-base) e mais 9,5% de produtividade, prevista na proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Outras reivindicações são o pagamento de uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e de um Programa de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) decentes e não às privatizações.

Segundo o Sindicato, a Infraero tem condições de pagar salário e benefícios mais altos à categoria. Diretores da estatal receberam aumentos na ordem de 26% e PLR de mais de R$ 30 mil, enquanto o aeroportuário recebeu em média R$ 500, destaca o presidente do SINA, Francisco Lemos.

Balanço positivo

O Portal CNTT/CUT ouviu o secretário de Administração e Finanças do SINA, Samuel Santos, responsável pelo comando de greve que está funcionando no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Segundo Samuel, cerca de 200 aeroportuários realizaram na manhã desta quarta uma passeata pacífica dentro do Aeroporto. O balanço das manifestações no País é positivo até o momento. A disposição dos trabalhadores leva a crer que a greve vai continuar até que a Infraero se manifeste, afirma Santos.

Assembleias

Segundo o SINA, serão realizadas assembleias nos 63 aeroportos nesta quarta, que avaliarão os rumos do movimento grevista. No Aeroporto de Congonhas, a assembleia acontecerá logo mais às 15h.
A CNTT/CUT manifesta total apoio ao movimento grevista dos trabalhadores, que foi aprovado, em assembleia do dia 17, nos 63 aeroportos gerenciados pela Infraero.

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