Em recuperação judicial

Grupo Bitcoin Banco, de Curitiba, deve R$ 507 milhões para 6.445 credores

Protesto em frente a sede do Grupo Bitcoin Banco, em Curitiba
Protesto em frente a sede do Grupo Bitcoin Banco, em Curitiba (Foto: Colaboração)

O Grupo Bitcoin Banco, que reúne oito empresas que trabalham com criptomoedas, todas sediadas em Curitiba, está com uma dívida milionária. Segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira (27 de janeiro) pelo portal UOL, a dívida do grupo curitibano é de R$ 507 milhões e existe um total de 6.445 credores.

Desde maio do ano passado o conglomerado, controlado pelo empresário Claudio Oliveira, conhecido como 'rei do bitcoin', não libera saques para seus clientes. A informação sobre a dívida do grupo consta em relatório apresentado pela consultoria EXM Partners, administradora judicial da recuperação judicial do grupo, e foi entregue neste mês para a 1ª Vara de Falências ne Recuperação Judicial de Curitiba.

O pedido de recuperação judicial foi feito no final do ano passado, quando a empresa alegou que a medida seria o único meio para reequilibrar o negócio, retomar as atividades e cumprir com suas obrigações.

Os principais prejudicados pela empresa foram justamente os próprios clientes, que respondem por 90% dos credores. Essas pessoas investiram seus recursos apostando em ganhos expressivos no mercado de criptomoedas, mas acabaram tendo seu dinheiro preos nas plataformas da empresa, a Negocie Coins e a TemBTC.

No auge, o Grupo Bitcoin Banco chegou a ter quase 200 funcionários e ocupava seis andares do Curitiba Trade Center, um dos prédios comerciais mais sofisticados de Curitiba. Hoje, já são 30 colaboradores, sendo que tanto os funcionários ativos como os dispensados não recebem há cerca de dois meses - a dívida, incluindo verbas rescisórias, é de aproximadamente R$ 1,1 milhão apenas com os trabalhadores.