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Grupo francês PSA planeja retirar trabalhadores expatriados da China

A fabricante francesa de automóveis PSA Group informou que planeja retirar seus funcionários expatriados e suas famílias de Wuhan, a cidade chinesa que é o epicentro de um surto mortal de vírus.

O Grupo PSA escreveu neste sábado, em sua conta no Twitter, que os funcionários ficarão em quarentena em outra grande cidade da China, antes de serem levados de volta à França. O número de funcionários que farão parte do plano de evacuação não foi informado.

O Ministério das Relações Exteriores da França, por sua vez, informou neste sábado que o consulado francês em Wuhan estava em contato com cidadãos franceses na cidade. Autoridades francesas e chinesas estavam estudando "eventuais opções que permitiriam que nossos cidadãos que queiram saiam", afirmou o ministério em comunicado. O governo chinês anunciou nos últimos dias medidas que reduziram a mobilidade dos moradores de Wuhan.

Em uma série de publicações em rede social, a PSA afirmou que estava trabalhando em estreita colaboração com as autoridades chinesas e o consulado francês. A declaração do Ministério das Relações Exteriores da França não mencionou os planos da PSA.

A montadora não informou quanto tempo duraria o período de quarentena. No entanto, médicos especialistas franceses disseram que o período de incubação do coronavírus parece ser de 14 dias.

A PSA também disse que está trabalhando com o parceiro chinês DFM para cuidar dos funcionários chineses "em total colaboração com as autoridades chinesas".

Na França, o médico responsável pelo tratamento de dois pacientes diagnosticados em Paris com o coronavírus disse neste sábado que a doença parece menos grave do que surtos comparáveis do passado e que a chance de uma epidemia europeia parece fraca nesta fase. Yazdan Yazdanpaneh afirmou que os dois pacientes do Hospital Bichat-Claude Bernard, de Paris, são um casal de Wuhan, onde a doença respiratória viral foi detectada pela primeira vez. O homem de 31 anos e a mulher de 30 anos chegaram à França em 18 de janeiro, sem sintomas, mas um apresentou sintomas no dia seguinte e o outro logo depois, disse o médico.

"Esta doença é muito menos grave - e não dizemos isso com base em dois pacientes, mas conversando com nossos colegas internacionais - do que, por exemplo, a SARS", disse Yazdanpaneh, referindo-se ao surto de 2002 de doenças respiratórias agudas graves, síndrome que matou centenas de pessoas.

Além destes dois pacientes, autoridades francesas relataram nesta sexta-feira um outro casos confirmados do coronavírus. O terceiro paciente está em um hospital em Bordeaux. O chefe do departamento de saúde da França, Jerome Salomon, disse que os três estão indo "muito bem".

Fonte: Associated Press

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