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Grupos de WhatsApp em condomínios ajudam ou atrapalham?

Como sabemos, os aplicativos de mensagens fazem parte das nossas vidas e milhões de pessoas no mundo se comunicam por meio de textos, chamadas de voz e vídeo. Nos condomínios não seria diferente, considerando que este meio de comunicação abrange várias pessoas de forma rápida e prática. A principal questão é que os aplicativos podem atrapalhar a rotina do condomínio e de seus usuários pela forma de expressão. É necessário cautela e prudência na condução dos assuntos dos apps para não criar uma situação desagradável, constrangimento ou até mesmo algo pior. Na comunicação escrita, por exemplo, podem ocorrer falhas na interpretação, e isso pode ser um problema.

Muitas vezes, algo que pode ser resolvido com uma boa conversa, toma proporções inimagináveis, e, às vezes, até caso de polícia. Cabe ao administrador do grupo tentar manter a ordem e o foco, que é beneficiar a todos. A comunicação deve ser limpa, clara e direta. É aconselhável que, se for algum assunto polêmico ou dúvida particular, que sejam enviadas mensagens diretamente à pessoa que poderá lhe responder, e não expor uma dúvida no grupo para criar mais problemas e polêmicas. Temos sempre que lembrar que somos todos contra o problema, e se o foco é resolver, que seja feito da melhor forma possível.

Vejo muitos exemplos quando há dúvidas referentes a algum procedimento administrativo ou operacional na rotina do condomínio, de pessoas fazerem perguntas no grupo, sendo que essa mesma pessoa poderia fazer a pergunta diretamente à administração e já receber a resposta correta. Isso pode gerar um desgaste desnecessário e ainda levar um tempo maior de resposta e solução. Por outro lado, temos sempre que lembrar que os aplicativos não são meios formais ou oficiais de comunicação do condomínio, e que nem sempre todos os moradores estão nesses grupos. Então não pode ser votada ou aprovada nenhuma regra ou novo procedimento por essas ferramentas. É fato que os assuntos abordados servem como termômetro para pautas de assembleias e votações de projetos futuros.

Esses aplicativos facilitam a divulgação e comercialização de produtos e serviços dentro do condomínio. Criou-se uma rede ampla entre os próprios condôminos na troca de informações. Pessoas ganham a vida trabalhando dentro do próprio condomínio, como, por exemplo, manicures, cabelereiras, cozinheiras, lavadores de veículos, etc. São inúmeros produtos e serviços oferecidos nos grupos, com praticidade e agilidade, além de gerar emprego, renda, aguçar o empreendedorismo e trazer a facilidade de se ter tudo isso a sua porta, sem precisar sair do conforto do seu lar.

Deve-se ter muita atenção em adicionar somente os condôminos, e caso essas pessoas não estejam mais no condomínio, ou não façam mais parte do condomínio, que sejam excluídas o mais breve possível, pois por esses grupos passam informações da rotina, serviços e segurança, e não é interessante que pessoas alheias aos moradores tenham acesso a essas informações.

Use o grupo com sabedoria, evite expor conteúdos sobre políticas, religião, futebol, os famosos memes ou qualquer outro conteúdo que não seja relacionado ao condomínio. Algumas pessoas ainda têm a ilusão que podem se comportar de qualquer maneira no mundo virtual, e isso não é verdade. Postar críticas infundadas, xingamentos, acusações sem provas, podem se transformar em uma ação judicial. A lição que tiramos de tudo isso é que sempre depende de nós fazer o melhor, com respeito e praticidade. Podemos e devemos utilizar da melhor forma possível para facilitar nossas vidas e a vida em condomínio. Viver em condomínio é viver em comunidade. Se houver respeito e tolerância, tudo se torna muito mais agradável a todos.

João Xavier é síndico profissional, especialista em gestão condominial, especialista em implantação de novos condomínios. Administrador de empresas, sócio diretor da ATMA Consultoria Imobiliária

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