Hospital atende até quatro casos semanais de brinquedos engolidos

Faltando um dia para a comemoração do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, pais, tios, avôs, madrinhas e padrinhos saem às lojas para comprar um brinquedo sem, muitas vezes, observar um item importante: a segurança. Para se ter uma ideia do risco que há neste comportamento, por semana, chegam ao Hospital Pequeno Príncipe de 3 a 4 casos de crianças que engoliram partes de brinquedos, ou ainda pior, baterias que se soltaram.

 Aquelas baterias pequenas que parecem uma mini moeda são altamente corrosivas, pois elas soltam um líquido que pode causar queimaduras no esôfago da criança equivalente as provocadas por soda cáustica, alerta o médico Mario Cesar Vieira, chefe do setor de gastroenterologia pediátrica do Pequeno Príncipe.

Vieira alerta para a necessidade de que os brinquedos sejam comprados em locais conhecidos. Não se trata apenas dos problemas da idade da criança que deve estar compatível com o brinquedo, mas também da preocupação com o uso de tintas atóxicas, afirma. Criança menor de 3 anos, costuma sempre levar tudo à boca, por isso, é preciso ficar bastante atento a procedência deste brinquedo.

Além de observar a indicação para a faixa etária, o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) também é fundamental.  Se o brinquedo tem esse selo, isso indica que ele foi testado e teve a sua qualidade e capacidade de agüentar a brincadeira dos pequenos. O brinquedo é submetido a ensaios nos laboratórios acreditados pelo Instituto, quando são avaliados os principais itens de segurança, como impacto e queda (pontas cortantes e agudas); mordida (partes pequenas que podem ser levadas à boca); composição química (metais nocivos à saúde); inflamabilidade (risco de combustão em contato com o fogo); e ruído (níveis acima dos limites estabelecidos pela legislação).

Além dos brinquedos, o Inmetro regulamenta compulsoriamente diversos itens voltados ao público infantil. Cadeirinhas de automóvel, mamadeiras, chupetas, carrinhos de bebê, cadeira alta para alimentação e berços são alguns produtos já certificados, e que só podem ser comercializados com selo de identificação da conformidade.