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Solidariedade

Impressoras 3D confeccionam protetores faciais para médicos e enfermeiros

(Foto: Reprodução)

A informação correta, as ações preventivas de higiene e o isolamento social são as melhores armas no combate à Covid-19. Diversas medidas de segurança estão sendo recomendadas pelos órgãos de governo e veiculadas nos meios de comunicação.

Médicos, enfermeiros e profissionais da área de saúde se desdobram nas unidades de atendimento e hospitais para atender às demandas, orientar a população em relação aos sintomas e aos cuidados necessários em época de pandemia de Coronavírus.

Mas como eles também precisam se cuidar e usar os equipamentos adequados para se proteger, uma comunidade internacional de mulheres – chamada de Women in 3D Printing Brazil - criou o www.projetohigia.com.br cujo objetivo é confeccionar protetores faciais e destinar gratuitamente a esses profissionais.

Tecnologia a serviço do bem comum

Em Curitiba, a Boa Impressão 3D participa dessa causa. “Dispensamos os funcionários para home-office ou férias, mudamos a rotina interna e colocamos 8 Stella 2 (impressoras 3D) para trabalhar ininterruptamente e confeccionar os protetores faciais para ajudar no combate ao Coronavírus”, conta a diretora Vanessa Peixoto.

Ela e o marido Thiago Peixoto coordenam a atividade na companhia. Já os colaboradores que têm as máquinas 3D em suas residências também ajudam nas impressões.

“A meta inicial é produzir pelo menos 700 kits, que serão doados à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. Uma equipe dessa agência vai recolher e fazer a entrega nos hospitais e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital paranaense”, explica Vanessa.

Para evitar contaminações, o casal toma as devidas precauções de higiene, faz a limpeza de todos os materiais utilizados na produção dos kits e envia um manual de orientações por escrito que explica como montar o kit antes do uso.

Ação de solidariedade nacional

Em todo Brasil, a meta do Projeto Hígia é confeccionar 100 mil protetores faciais. Para isso, foi criada uma vaquinha virtual na internet para arrecadar R$ 50 mil. Os recursos serão destinados à compra de filamentos para impressão 3D, elásticos, acessórios, custear o transporte e o envio dos materiais aos hospitais.

O endereço é https://www.vakinha.com.br/vaquinha/protetores-faciais-ajude-a-combater-o-coronavirus Até agora o projeto tem 200 apoiadores e foi coletado mais de R$ 29 mil.

Proteção extra

Os protetores faciais não substituem o uso da máscara e sim formam uma barreira a mais para o rosto e pescoço.

Cada protetor é formado por uma haste para a cabeça que pode ser impressa com qualquer tipo de filamento para modelagem por fusão e deposição, em impressoras 3D, montado com uma folha de acetato transparente.

“Ao chegar aos hospitais e UPAS, esses itens estarão desmontados e embalados numa caixa. Inserimos também um manual de orientações - por escrito – que reforça o jeito certo de como eles devem ser montados. Depois da higienização rotineira para entrada de equipamentos e acessórios em hospitais, os médicos e enfermeiras podem colocar sobre o rosto e pescoço e se resguardar ainda mais”, conta Vanessa.

Quem reside em Curitiba e Região Metropolitana e quiser ajudar com a doação de insumos - como folhas de acetatos transparentes ou lâminas de acrílico – pode entrar em contato com a Boa Impressão 3D pelo tel. 41-3180-0113 (também é WhatsApp) ou direto nas redes sociais @boaimpressao3d.

O que uma impressora 3D pode fazer?

Elas são capazes de criar os mais variados objetos - desde os simples aos complexos - de maneira eficiente, com alta qualidade, baixo custo e com materiais variados. Ou seja, vieram para revolucionar a indústria e a maneira de consumo da sociedade atual.

Sejam itens como brindes para eventos, miniaturas, maquetes, brincos, protótipos, brinquedos educativos, ferramentas, acessórios para celular e videogame, vasos para decoração, móveis para residências.

Em alguns países, as impressoras 3D já confeccionaram bicicletas de nylon, carros, casas, prédios, castelos, roupas, bolsas, perucas, instrumentos musicais, próteses, tatuagens e muito mais.

Quem deseja obter uma renda extra, pode ter em sua casa uma dessas máquinas – que custa a partir de R$ 2.500,00 - e criar seu próprio negócio.

Sobre a Boa Impressão 3D

A Boa Impressão 3D começou suas atividades em Curitiba há 5 anos e promove uma nova forma de aproximar a tecnologia à sociedade.

Mais do que comercializar impressoras 3D, linhas de filamentos e acessórios, a empresa realiza cursos e workshops para mostrar os conceitos iniciais para modelar objetos e utilizar a ciência em benefício das pessoas.

Para quem é totalmente leigo no assunto, a empresa faz treinamento completo para utilizar o equipamento, oferece suporte online e desmistifica o uso da impressora 3D, que ganhará cada vez mais utilidade nos próximos anos.

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