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Índia: violência eclode protesto contra lei de cidadania em Nova Délhi

A polícia disparou gás lacrimogêneo e atingiu manifestantes com cassetetes neste domingo na capital da Índia, Nova Délhi, onde milhares de pessoas, incluindo estudantes da Universidade Jamia Millia Islamia, protestaram contra uma nova lei que dará cidadania a não-muçulmanos que fogem de perseguição religiosa de vários países vizinhos.

No terceiro dia do que vinha sendo uma onda de manifestações pacíficas contra a lei, aprovada pelo Parlamento da Índia na semana passada, ocorreram episódios de violência. Três ônibus foram incendiados, disseram policiais. Chinmoy Biswal, um alto oficial da polícia indiana, afirmou que seis policiais ficaram feridos no tumulto em um enclave de luxo no sul de Délhi. Os estudantes que organizaram a manifestação culparam pessoas que não fazem parte do movimento por atos de violência. "Temos repetidamente sustentado que nossos protestos são pacíficos e não violentos", disseram em comunicado. "Mantemos essa abordagem e condenamos qualquer parte envolvida em violência."

No Estado de Assam, no nordeste da Índia, na fronteira com Bangladesh, manifestantes temem que um fluxo de estrangeiros dilua a influência política e cultural da população nativa assamesa. Cinco pessoas morreram em protestos contra a lei que, pela primeira vez na história indiana, concede cidadania com base na religião.

Na Universidade Jamia Millia Islamia, em Délhi, onde slogans como "India Secular" foram grafitados em edifícios, estudantes relataram que a polícia disparou gás lacrimogêneo dentro da biblioteca da universidade e espancou manifestantes antes de fechar todos os portões do campus. Fonte: Associated Press.

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