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Economia

Índice de empresas pequenas lidera desempenho na Bolsa em 2017

DANIELLE BRANT SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Empresas de menor valor de mercado, como a construtora Even, a CVC e a Raia Drogasil, tiveram melhor desempenho do que as que têm maior porte, como Vale e Itaú Unibanco, mostra levantamento da S&P Dow Jones Indices –divisão da S&P Global Ratings– publicado nesta terça-feira (13). O estudo mostra que o índice S&P Brazil MidSmallCap, que tem na carteira empresas de menor valor de mercado, avançou 37% no ano passado —no ano passado, o índice de small caps da Bolsa subiu 49,4%. O índice S&P Brazil LargeCap, que têm empresas com maior valor de mercado, subiu 25%. O levantamento comparou o desempenho de cinco categorias de fundos brasileiros durante o ano. Phillip Brzenk, diretor global de pesquisa e design da S&P Dow Jones Indices, avalia que os gestores de fundos ativos —aqueles que exigem mais trabalho dos gestores— que focaram em segmentos de determinados portes tiveram desempenho melhor que gestores de fundos mais amplos. "Talvez o tamanho menor do segmento, e, portanto, menor número de ações, deem aos gestores a habilidade de ter expertise ou entendimento maior de ações individuais —portanto, eles potencialmente têm melhores habilidades para selecionar ações", diz. Ele lembra que o segmento de empresas de menor capitalização tem menos cobertura de analistas, menos informações e menos liquidez que as ações das empresas de maior valor. "Na teoria, isso significa que há um potencial maior para retorno excessivo —mas também significa potencial para perdas maiores—, se gestores conseguirem tirar vantagem disso", explica. O índice S&P Brazil BMI, que representa a Bolsa brasileira de forma mais ampla, avançou 28%, em linha com o comportamento do Ibovespa, que, no ano passado, se valorizou 26,9%. GESTÃO ATIVA O levantamento avaliou ainda o desempenho de fundos com gestão ativa no ano. Esses fundos costumam cobrar taxas de administração maiores por causa do trabalho que os gestores têm. Eles também cobram um percentual sobre a performance que superar o índice de referência. O desempenho dos gestores desses fundos em 2017 foi melhor que o de 2016. No ano passado, 25,5% dos gestores conseguiram superar o S&P Brazil BMI, contra 18% em 2016. Os gestores de fundos formados por pequenas e médias empresas voltaram a se destacar. A maioria (52,86%) conseguiu bater o índice de referência S&P Brazil MidSmallCap. No caso das grandes empresas, 52,58% tiveram desempenho superior ao do S&P Brazil LargeCap. Em 2016, esses percentuais eram de, respectivamente, 30,12% e 2,2%. No longo prazo, ainda é difícil superar os indicadores. Em cinco anos, só 18,33% dos gestores tiveram desempenho maior que o do índice S&P Brazil BMI. No caso das grandes empresas, o percentual cai para 9,17%. Na renda fixa, com a queda da taxa de juros Selic, poucos gestores conseguiram o indicador de referência. Entre os que têm na carteira títulos de dívida corporativa, só 15,5% bateram o índice de referência no ano passado. O percentual recua para 10,1% para papéis públicos.

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