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Infogripe mostra a retomada de casos de síndromes respiratórias agudas no Paraná

Casos de SRAG também ocupam boa parte da estrutura hospitalar
Casos de SRAG também ocupam boa parte da estrutura hospitalar (Foto: Rovena Rosa/ABr)

Os dados mais recentes do Infogripe, divulgado ontem pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam uma retomada da tendência de crescimento no Paraná. Segundo os pesquisadores, essa propensão aliada ao alto porcentual de deteceção de Covid-19 entre os casos com teste laboratorial positivo sugere a necessidade de manutenção das recomendações de distanciamento social para evitar que a demanda hospitalar cresça ao ponto de o sistema de saúde entrar em colapso diante de sua incapacidade de atender a todos que buscam atendimento.
Desde o começo do ano, os casos de SRAG estão 333,9% acima da média histórica. Conforme os dados do Infogripe, entre os anos de 2010 e 2019 a média foi de 1.096 internações por síndrome respiratória nas 21 primeiras semanas do ano. Em 2020, entretanto, já foram 4.757 notificações.
Entre as semanas 12 e 13 o estado havia registrado um crescimento vertiginoso, com 415 e 448 casos, respectivamente, bem acima do verificado na semana 11, por exemplo, com 187. Nas semanas seguintes, porém, os número ficaram abaixo de 400 casos por semana, tendência que se manteve até a semana 20.
Acontece, então, que entre os dias 17 e 23 de maio houveram 434 novos registros de SRAG no sistema. Para a semana em que estamos, os pesquisadores estimam aproximadamente 564 novos casos.
Coordenador do Infrogripe, Marcelo Gomes explica que essa tendência de alta nos casos de SRAG pode afetar a taxa de crescimento dos casos notificados de Covid-19 nas próximas semanas, já que “as notificações dependem de hospitalização, a depender dos fluxos adotados para notificação de casos em fila de espera em cada estado ou município”.
Ele ainda observa que enquanto as demais regiões do país apontam tendência de estabilização no número de novos casos semanais, as regiões Centro-Oeste e Sul mantiveram tendência de crescimento acelerado.

Doentes crônicos adiam ida a hospitais particulares e acabam em UTIs
A demora em procurar ajuda em um hospital por medo de contágio do novo coronavírus levou uma mulher, na faixa dos 70 anos, a agravar seus problemas de saúde. Ela sofreu uma queda em casa, fraturou a coluna e, esperou cinco dias para ir ao hospital, ficou em casa sem movimentos, o que gerou uma tromboembolia pulmonar. O relato é do médico e diretor técnico do Hospital Marcelino Champagnat, Rogério de Fraga.
O caso, ocorrido no fim de março, e outras histórias de complicações por não procurar ajuda médica a tempo são relatados pelo médico, como a dificuldade que a equipe do hospital teve para convencer um paciente com sintomas de AVC para ficar no estabelecimento de saúde.
Esse temor dos paciente portadores de doenças crônicas os coloca em risco, advertem os médicos, explicando que os estabelecimentos estão preparados para lidar com as outras doenças, mesmo com a pandemia da Covid-19.
“Temos um nível de cuidado máximo, bem como protocolos e utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), a divisão de fluxos de paciente com Covid-19 e seus sintomas, separado de pacientes com outras doenças, além de uma ala preparada para o isolamento”, diz Fraga.
Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, a maior parte dos doentes que estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais privados do Paraná, atualmente, é de pessoas com doenças crônicas e/ou graves e não com a Covid-19. São pessoas que tiveram descompensação de seus quadros por não terem se tratado, principalmente com doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer, diabetes, e doenças psiquiátricas.
A média de ocupação desses hospitais caiu 40% durante a pandemia em comparação com uma média de 75% registrada normalmente. O Paraná tem atualmente 4.200 leitos de UTI’s públicos e privados. E 1.900 são somente leitos privados e que não atendem o SUS, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes).
De acordo com Ventorim, a maioria dos hospitais privados do Paraná está preparada para atender os pacientes durante a pandemia. Vários têm a certificação de qualidade ONA, canadense e americana, que prevê a estruturação e execução de planos de contingência para situações como a pandemia, sem que pacientes acabem tendo contato com outros.

Paraná tem recorde de confirmações de Covid-19 em um dia e número de mortes vai a 162
A Secretaria de Estado da Saúde informou mais 200 casos confirmados de novo coronavírus no boletim divulgado ontem. Foi o maior número de confirmações entre um boletim e outro desde o início da pandemia. O total de pessoas contaminadas é de 3.712. Parte ds casos confirmados, no entanto, podem ser de exames de outras datas, mas que vinham represados e confirmados neste dia.
Três pessoas morreram em decorrência da Covid-19, já são 162 óbitos em todo o Estado. As três pessoas, duas mulheres e um homem, que morreram estavam internadas. Uma mulher, 74 anos, que residia em Jaguariaíva, faleceu dia 25 de maio. Os outros dois pacientes faleceram ontem: uma mulher, 59 anos, que morava em Londrina e um homem de 68 anos, que residia em Telêmaco Borba.
O boletim também mostra que 230 cidades paranaenses têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Em 65 municípios há registro de óbitos pela doença.
Curitiba
Um homem de 79 anos, que faleceu na terça-feira, é a 40ª vítima da Covid-19 em Curitiba. O óbito estava sendo investigado pela Secretaria Municipal da Saúde e foi confirmado ontem. A vítima tinha várias comorbidades, como diabetes e doenças cardiovascular e renal crônicas. Ele estava internado desde o último dia 20 de maio.
A cidade também teve ainda 20 novos casos de moradores infectados pelo novo coronavírus, totalizando até agora 995 confirmações de covid-19 na cidade.
Desde o início da pandemia em Curitiba, 727 pacientes venceram a doença e estão recuperados. Outros 365 casos estão em investigação.

Brasil passa dos 400 mil casos e 25 mil óbitos
O Brasil passou dos 400 mil casos confirmados de covid-19, de acordo com o balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde. Foram incluídas nas estatísticas 20.559 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 411.821.acobertar crimes e sonegação de impostos. A atualização do ministério registrou 1.086 novas mortes, chegando a 25.598.

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