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Em Porto Alegre

Inter e Athletico põem jejuns nacionais em jogo na finalíssima da Copa do Brasil

Internacional e Athletico-PR se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h30, no confronto de volta da final da Copa do Brasil, no Beira-Rio, em Porto Alegre, onde colocarão em jogo dois longos jejuns de títulos nacionais amargados pelos dois clubes.

Campeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979, o time gaúcho não levanta um troféu de peso no futebol do País desde 1992, quando conquistou a sua única taça da Copa do Brasil. Na ocasião, superou o Fluminense na decisão para triunfar. Em 2009, porém, na última vez em que avançou à decisão do mesmo torneio, acabou sendo batido pelo Corinthians.

Já o rubro-negro paranaense, que se sagrou campeão brasileiro em 2001, desde então nunca mais ergueu uma taça de um torneio nacional. A última melhor oportunidade de conquistar este objetivo veio em 2013, quando foi à final da Copa do Brasil, mas a equipe caiu diante do Flamengo.

E a chance de ganhar pela primeira vez essa competição aumentou depois que o Athletico-PR venceu o confronto de ida na decisão por 1 a 0, na semana passada, na Arena da Baixada, em Curitiba. Com isso, o time comandado pelo técnico Tiago Nunes terá a vantagem de poder atuar por um empate neste duelo de volta da final para ficar com o inédito caneco para a sua galeria de conquistas.

Caso supere o Inter, o time paranaense se igualará ao próprio rival gaúcho e a outros nove clubes que possuem um título cada da Copa do Brasil. São eles: Criciúma, campeão em 1991, Juventude (1999), Santo André (2004), Paulista (2005), Fluminense (2007), Sport (2008), Santos (2010), Vasco (2011) e Atlético-MG (2014).

FEITO INÉDITO PARA O PARANÁ - O título da Copa do Brasil é um feito inédito na competição para um clube do Paraná, que também conta com os vice-campeonatos obtidos pelo Coritiba em 2011 e 2012. Já o Inter poderá se isolar como sexto maior vencedor da história do torneio, com dois troféus, ficando atrás apenas de Cruzeiro (hexacampeão), Grêmio (penta), Flamengo, Corinthians e Palmeiras, dono de três taças cada.

Para voltar a comemorar uma conquista nacional depois de 27 anos, o clube gaúcho precisará de uma vitória por dois gols de diferença nesta quarta-feira. Em caso de triunfo por vantagem mínima, a decisão do título irá para a disputa por pênaltis. Vale lembrar que foi por meio da penalidade convertida pelo zagueiro Célio Silva, em 1992, que a equipe colorada conquistou o seu único troféu da Copa do Brasil ao bater o Fluminense por 1 a 0, em Porto Alegre - no duelo de ida, o time havia sido superado por 2 a 1 no estádio das Laranjeiras, no Rio.

O Inter confia em sua força no Beira-Rio, que estará lotado por mais de 50 mil torcedores nesta quarta-feira, para reverter a vantagem do Athletico-PR. Em 27 jogos no estádio nesta temporada, o time ostenta um aproveitamento de 79,4%, sendo que no Brasileirão e na Copa do Brasil ainda está invicto em seu caldeirão. A equipe deu adeus à Libertadores nas quartas de final também sem perder nenhuma vez em sua casa.

Sem maiores problemas com lesões ou suspensões, o técnico Odair Hellmann deverá repetir a mesma formação titular do jogo de ida da decisão, com Marcelo Lomba; Bruno, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Patrick, D'Alessandro; Nico López e Paolo Guerrero.

D'Alessandro chegou a reclamar de um desconforto muscular no treino de domingo, mas foi relacionado para o jogo e deve ser confirmado em campo. O treinador prometeu: "A postura será a mesma dos outros jogos. Buscaremos o gol do primeiro ao último minuto". "Tentaremos ter a bola, o controle para desequilibrar o adversário, ter cuidado com o contra-ataque. O Athletico tem muita velocidade. É um jogo de paciência, não de lentidão", completou.

Pelo lado da equipe paranaense, a formação escolhida por Tiago Nunes também deve ser a mesma utilizada no duelo de ida da final, com Santos; Khellven, Robson Bambu, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Bruno Guimarães e Léo Cittadini; Nikão, Rony e Marco Ruben. Ele tem a chance de conduzir a equipe a mais um troféu de expressão depois de ter faturado a Copa Sul-Americana na temporada passada. Na campanha até a decisão, o time mostrou força ao eliminar o Flamengo nas quartas de final, no Maracanã, e depois o Grêmio, nas semifinais.

E duelos diante do Boca Juniors nesta edição da Libertadores e contra o River Plate na final da Recopa Sul-Americana também ajudaram a deixar o Athletico-PR calejado para conseguir levar a melhor sobre o Inter no Beira-Rio. "A gente vem com o nível de confiança alto por tudo o que a gente já atravessou nesta temporada, de enfrentar cenários de um Monumental de Nuñez com 60 mil pessoas, um Maracanã com 70 mil, uma Bombonera lotada. Então, a gente já sofreu muito este ano, já enfrentou muitos cenários de pressão, e sinto que a gente está preparado para fazer um grande jogo na partida de volta também", disse o comandante atleticano.

VAGA E PREMIAÇÃO GORDA - Outro grande incentivo para os finalistas é a gorda premiação dada ao campeão. Quem triunfar, além de assegurar uma vaga direta na fase de grupos da próxima Libertadores, vai faturar R$ 52 milhões. O vice embolsará R$ 21 milhões. Pelo fato de terem ingressado nesta edição do torneio a partir das oitavas de final, pois também participaram da competição continental nesta temporada, os dois clubes já acumularam R$ 12,35 milhões cada em prêmios pelas suas campanhas. Ou seja, ao total, o time que levar a taça contabilizará mais de R$ 64 milhões em seus cofres.

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