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Itália flexibiliza quarentena nesta segunda; UE avalia uso de remdesivir

Italianos contam as horas para retornar gradualmente às ruas do país nesta segunda-feira, quando o governo começa a flexibilizar as regras de confinamento, após dois meses de quarentena para conter o avanço do novo coronavírus. Bangcoc, capital da Tailândia, desfrutou de seu primeiro dia de relaxamento das restrições. Na Suécia, a diretora do departamento de infecção da Agência Sueca de Produtos Médicos, Charlotta Bergqvist, disse à emissora TV4 que o uso do medicamento Remdesivir no tratamento da covid-19 está sendo estudado com alta prioridade na União Europeia e uma decisão pode ser tomada "em alguns dias".

Em todo o mundo, o número de casos confirmados chegava a 3.448.057 e o de mortes, 244.229, segundo a Universidade Johns Hopkins. Os Estados Unidos lideram o ranking, com mais de 1,133 milhão de casos e 66.385 mortes; a Espanha é o segundo país com maior número de casos, 216.582, com 25.100 mortes.

Na Itália, parques e jardins públicos devem abrir amanhã para caminhadas e passeios de bicicleta ou com crianças, mas os cidadãos terão de manter distanciamento de um metro uns dos outros e evitar piqueniques e playgrounds. Já neste domingo, muitos italianos foram às ruas, a maioria com máscaras, mas em Roma pessoas foram vistas baixando a máscara para conversar. O primeiro ministro, Giuseppe Conte, alertou que as regras poderão ser endurecidas novamente caso a taxa de contágio volte a subir. Restaurantes e cafés poderão oferecer produtos para viagem e será permitida a realização de funerais de curta duração, com não mais do que 15 pessoas.

Em Bangcoc, na Tailândia, moradores foram a parques, salões de beleza e mercados, e restaurantes começaram a ser reabertos. Bares permaneceram fechados, o que levou a um aumento das vendas de cerveja e de outras bebidas alcoólicas, conforme autoridades do país.

Na Suécia, a agência nacional de supervisão de medicamentos informou que a União Europeia avalia com urgência o uso de remdesivir para o tratamento da covid-19 nos 27 países que integram o bloco, após decisão semelhante nos Estados Unidas. No último 1º de maio, a FDA, agência federal americana de controle de alimentos e medicamentos, autorizou o uso emergencial do antiviral Remdesivir em pacientes da covid-19 depois de pesquisadores terem relatado que ele reduziu o tempo de recuperação em pessoas que adoeceram com o novo coronavírus.

Por ora, a ação da FDA limita o uso do medicamento, produzido pela Gilead Sciences, apenas ao período da pandemia. Segundo o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIH, na sigla em inglês), análise preliminar de seu estudo mostrou que pacientes hospitalizados com covid-19 submetidos a tratamento com Remdesivir tiveram uma recuperação mais rápida do que pacientes em uso de placebo.

Outro país que também se prepara para flexibilizar as regras de confinamento é a Coreia do Sul. O ministro de Saúde sul-coreano, Park Neung-hoo, afirmou neste domingo que o governo permitirá a reabertura gradual de espaços públicos a partir de quarta-feira (6), a começar por parques públicos e para atividade esportiva, locais de lazer e museus. Teatros, espaços para shows e centros de bem-estar permanecerão fechados. Park informou também que o retorno dos estudantes às escolas ocorrerá de forma gradual - atualmente os alunos estão tendo aulas em casa.

Na Espanha, moradores aproveitaram seu segundo dia de flexibilização do confinamento. Autoridades de saúde do país reportaram neste domingo o menor número de mortes diárias em seis semanas, assim como o mais baixo número de novas infecções confirmadas desde que foi declarado Estado de Emergência, em 14 de março. Em Barcelona, o número de pessoas no calçadão em frente à praia era tão grande que, em alguns pontos, não era possível manter a regra de distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. A maior parte dos serviços será aberto a partir desta segunda-feira. As máscaras serão obrigatórias nos transportes públicos.

A Rússia reportou mais de 10 mil novos casos de covid-19 neste domingo. Mais da metade dos 10.633 novos infectados relatados são da capital Moscou, onde a capacidade dos hospitais para receber doentes está próxima do limite. O epidemiologista Alexander Gintsburg, do Centro de Pesquisa Gamaleya, argumentou que o maior número de casos não significa agravamento da pandemia no país, e sim aumento da realização de testes. Segundo ele, o número de testes realizados dobrou nos últimos dez dias. A Rússia passou de 134 mil casos de infectados, com 1.420 mortes.

No Oriente Médio, o ministro de saúde pública do Afeganistão disse neste domingo que após a realização de 500 testes na capital Cabul, 150 deles deram positivo, o que elevou o receio de que a covid-19 pode estar se disseminando pelo país de forma mais rápida do que o previsto inicialmente. Cabul e outras cidades afegãs já impuseram confinamento.

A China, onde a pandemia começou em dezembro, confirmou dois novos casos de infecção no sábado, prolongando um declínio constante no número de confirmados. O país não reportou óbitos ontem - nas últimas duas semanas, apenas uma morte foi registrada, de acordo com autoridades locais. Fonte: Associated Press.

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