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Itamaraty diz que embaixada brasileira foi atingida por explosões em Beirute

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta quarta-feira, 5, que a Embaixada do Brasil em Beirute foi duramente atingida pelo impacto das duas explosões na terça-feira, 4, na região portuária, mesmo estando a representação localizada no centro da capital. Uma brasileira, a mulher de um adido de Defesa da embaixada, segundo o ministério, sofreu ferimentos, foi internada, mas passa bem.

Na terça-feira, duas explosões na região portuária de Beirute deixaram ao menos 100 portos, milhares de feridos e um clima de consternação no Líbano, que já há meses passa por uma crise econômica sem precedentes em sua história recente. As autoridades do país disseram que um curto-circuito causou incêndio e explosão em um depósito de fogos e em outro onde estavam 2,7 mil toneladas de nitrato de amônia. Testemunhas no Chipre relataram ter sentido o impacto das explosões.

Segundo o governo brasileiro, o impacto não causou danos estruturais ao prédio da representação, apesar da destruição. "De modo geral, as salas voltadas para o local da explosão foram mais afetadas, com janelas estilhaçadas, desabamento do forro do teto, mobília e computadores seriamente danificados. Por outro lado, salas e escritórios voltados para a cidade foram poupados. Os sistemas de comunicações, incluindo internet, eletricidade e água, funcionam normalmente. Garagem e veículos oficiais não foram afetados", esclareceu o Itamaraty ao Estadão.

A nota de esclarecimento do ministério explica que o Centro Cultural, localizado no Bairro de Achrafieh, próximo do porto, teve fachada, portas e janelas seriamente afetadas. Já o setor consular, situado em bairro mais distante, não sofreu danos substantivos.

A maioria dos membros do corpo diplomático, bem como da audiência, reside no Bairro de Achrafieh e arredores, seriamente afetados, em razão da proximidade com o porto, como explica o ministério. "Há relatos de janelas, mobília e paredes gravemente danificados."

Segundo o governo, vivem no Líbano cerca de 20 mil brasileiros, principalmente na região conhecida como Vale do Bekka. A equipe de trabalho da embaixada é formada por 53 pessoas, entre diplomatas, funcionários locais e militares. Na força especial da Marinha, que opera na missão da ONU no Líbano, a Unifil, servem aproximadamente 200 militares brasileiros.

Na terça-feira, a Marinha do Brasil esclareceu que todos os militares brasileiros da missão estavam bem. "A Fragata Independência encontra-se operando no mar, normalmente. O navio estava distante do local onde ocorreu a explosão", esclareceu a Marinha.

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