Julgamento em Guarapuava

Júri do caso Tatiane Spitzner se aproxima do fim e família dela espera pena alta

Manvailer e Spitzner
Manvailer e Spitzner (Foto: Reprodução)

O julgamento de Luis Felipe Manvailer foi retomado neste domingo (09), às 10h em Guarapuava. Já é o sextii dua de trabalhos no Tribunal do Júri, e a expectativa é que hoje seja também o último dia, com o caso Tatiane Spitzner tendo, finalmente, um desfecho.

A sessão de hoje começou com o juiz da causa indeferindo a leitura das peças requeridas pela defesa. Em seguida deve ser iniciado o interrogatório do réu, que poderá se manter em silêncio, caso queira.

Na sequência começam os debates. Ministério Público (MP) e assistentes de acusação se manifestam primeiro, pelo prazo de 1h30min. Depois, a defesa faz sua exposição, pelo mesmo prazo. Essa etapa do julgamento será transmitida pelo canal do YouTube do Tribunal do Júri TJPR - a previsão é que a transmissão comece às 14 horas.

O MP, junto com os assistentes de acusação podem decidir replicar e terão o tempo de 1h. A defesa, então, irá para a tréplica, pelo mesmo tempo de 1h.

A próxima etapa é a votação secreta pelo Conselho de Sentença e, por fim, a leitura da sentença.

'Seguimos firmes com a convicção de que Manvailer será condenado com uma pena alta'

Assistente de acusação e representante da família Spitzner, Gustavo Scandelari comenta que a expectativa é por uma condenação do ex-marido de Tatiane, com a imposição de uma pena alta ao réu ao final do julgamento.

“Hoje deve ser o último dia deste longo julgamento, que vai se iniciar com o interrogatório do réu preso, Luis Felipe Manvailler. Da última vez em que foi ouvido, ele optou por ficar em silêncio perante os questionamentos do Ministério Público e da família de Tatiane, respondendo apenas aos questionamentos da sua defesa. Ele deve seguir, provavelmente, na mesma linha, em silêncio, e mantendo a versão de que Tatiane teria se suicidado”, comenta o advogado.

Para Scandelari, as provas estão a favor da acusação. “Nós, por outro lado, seguiremos a linha de sempre: defendendo os laudos oficiais, do Instituto Médico Legal (IML), que comprovam que ela foi asfixiada por ele dentro do apartamento, e que quando caiu ela já estava sem vida. Há também os testemunhos dos vizinhos, que afirmaram ter ouvido gritos de socorro e 4 ou 5 minutos depois o barulho do corpo caindo ao solo. Além de todos os outros elementos, como os vídeos das câmeras, que demonstram que ele a agrediu violentamente, o que ele nunca havia admitido, até o julgamento, em que o irmão do réu reconheceu as agressões”, detalha.