Homicídio

Justiça aceita denúncia do MP e mantém prisão de policial federal que abriu fogo em posto de Curitiba

(Foto: Reprodução)

A juíza Mychelle Pacheco Stadler, da Primeira Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou nesta terça (24) a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o policial federal Ronaldo Massuia Silva, 43 anos, por homicídio triplamente qualificado pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e por sete tentativas de homicídios também triplamente qualificados, por motivo fútil, perigo comum e dificuldade de defesa da vítima. A juíza também acatou o pedido de prisão preventiva do agente federal.

“No presente caso, verifica-se que a materialidade quanto ao crime de homicídio tentado está evidenciada tanto pelo boletim de ocorrência, quanto pelos laudos de lesões corporais das vítimas Matheus, Priscila e Eduardo. Com relação às demais vítimas, verifica-se que se trata de tentativa incruenta. No tocante ao crime de homicídio consumado, a materialidade do crime está evidenciada pelo laudo de necropsia da vítima André Muniz Fritoli”, diz a juíza, na decisão. 

A assistência de acusação no caso afirmou, em nota, que a família de André Muniz Fritoli espera que se faça justiça. “A Juíza de Direito Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da Primeira Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, recebeu nesta terça-feira (24/5), a denúncia criminal contra Ronaldo Massuia Silva, por homicídio triplamente qualificado e por 7 tentativas de homicídios também triplamente qualificados, oferecida pelo Ministério Público. No mesmo despacho de recebimento da denúncia, a Juíza manteve a prisão preventiva anteriormente decretada. A família da vítima André Muniz Fritoli atuará como assistente do Ministério Público, na ação penal, na esperança de que se fará justiça. Assinam a nota os advogados:  Elias Mattar Assad, Thaise Mattar Assad, Ygor Nasser Salah Salmen, Eduardo Antonio Perine, Edson Luiz Facchi Jr., Maria Teresa dos Santos Vicari e Rogério Nicolau.

Segundo informações do inquérito policial, o agente federal Massuia havia chegado ao posto na noite de 1 de maio e, após se desentender com um grupo de pessoas, incluindo um segurança do estabelecimento, sacou a arma e começou a atirar.  André Muniz Fritoli, de 32 anos, morreu durante o atendimento do Siate e outras duas pessoas ficaram feridas. No crime, ele usou uma arma de uso da Polícia Federal e também estava em um carro da corporação. A Polícia Federal abriu sindicância para apurar a conduta de Massuia. Massuia está preso desde o dia do crime.