CPI DA COVID

Justiça autoriza condução de empresário

A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, autorizou a expedição de mandado de condução coercitiva para o advogado Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria caso ele não compareça nem justifique a sua eventual ausência em depoimento à CPI da Covid previsto para hoje. A decisão proferida ontem, atende a um pedido do presidente do colegiado, Omar Aziz.
O depoimento de Tolentino, dono da Rede Brasil de Televisão, é um dos mais aguardados pela CPI. Ele é suspeito de ser um “sócio oculto” da empresa FIB Bank, que teria fornecido à Precisa uma garantia irregular no fechamento do contrato da vacina indiana Covaxin. Segundo senadores, ele seria ligado ao deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP), líder do governo na Câmara, apontado por parlamentares como articulador de negociações sob suspeita de irregularidades. Barros nega as acusações.
Pollyana considerou que o suposto lobista da Precisa é uma ‘testemunha recalcitrante’, ou seja, que resiste obstinadamente. Ao analisar o caso, a juíza registrou que, ‘a despeito de ciência inequívoca da designação de data para sua oitiva’, Marconny não compareceu nem justificou a ausência em depoimento perante à CPI da Covid no início do mês. Marconny faltou após apresentar um atestado médico do Hospital Sírio Libanês.