Manifestação

Largo da Ordem terá protesto de movimentos sociais e familiares de jovem morto em ação da guarda

(Foto: divulgação)

Familiares de Mateus Noga, de 22 anos, que morreu baleado após ação da Guarda Municipal de Curitiba no Largo da Ordem, centro histórico da Capital, no último dia 12, farão uma manifestação no local neste sábado, às 19 horas, para cobrar justiça e a elucidação do caso. Participam ainda do ato os vereadores Carol Dartora (PT), Marisa Letícia (PV), e movimentos sociais. 

"Mateus Noga, jovem de 22 anos, pai de um bebê de nove meses, trabalhava como chaveiro e foi alvejado por tiros de calibre 12 disparados pela Guarda Municipal de Rafael Greca enquanto comemorava com amigos a carteira de motorista no último sábado. Além do coração, Mateus teve rins, fígado, baço, intestino e pulmões perfurados. Às 4 horas da madrugada de domingo, veio a óbito e teve sua trajetória encerrada por irresponsabilidade da Estado", relata a divulgação do evento no Facebook. "Mateus foi vítima da truculência cotidiana com que as forças policiais atuam contra a população negra e periférica de Curitiba. Os excessos são constantes no Largo da Ordem, logo toda população que frequenta o local está correndo risco de vida", dizem os organizadores. 

Entre as reivindicações estão a divulgação das imagens das câmeras para apurar o ocorrido; responsabilização dos culpados, inclusive dos mandatários da operação; explicações urgentes do prefeito Rafael Greca sobre o ocorrido; e providências da Prefeitura e Guarda Municipal para nunca mais ocorrer casos como esse no Largo e em nenhum outro local da cidade.

O caso aconteceu no último sábado (11). A Guarda Municipal alegou que foi chamada para controlar uma briga e que, quando a equipe chegou, foi recebida com garrafas de vidro. Os guardas relataram que "reagiram à agressão". O jovem baleado chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Uma adolescente, de 14 anos, e uma mulher, de 31 anos, ficaram feridas. O guarda responsável pelos disparos foi afastado. Segundo a equipe de agentes, o grupo de 300 pessoas estava aglomerado no local, e "grande parte" das pessoas estava consumindo bebidas alcoólicas e "sem respeito ao distanciamento e ao uso de máscara".