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Política em debate

Lava Jato

Lava Jato
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF) divulgou onem nota repudiando as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que durante julgamento de um pedido de habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, afirmou que “a corrupção já entrou na Lava Jato”. O ministro citou o caso do  advogado do marqueteiro João Santana, Rodrigo Castor de Mattos, que é irmão do procurador Diogo Castor de Mattos, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Segundo o ministro, havia exigência de que processos passassem pelo escritório. 
Fake news
Na nota, os integrantes da Lava Jato afirmam terem sido surpreendidos pelas declarações do ministro, que teria “com absoluta falta de seriedade, lançou contra o procurador Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato”. De acordo com os procuradores, a fala do ministro Gilmar Mendes “desbordou o equilíbrio e responsabilidade exigidos pelo seu cargo. Segundo a nota, o procurador da República Diogo Castor de Mattos não atuou e não atua em nenhum dos casos ou processos envolvendo o empresário João Santana. 
Ruralômetro
Estudo da ONG Repórter Brasil divulgado ontem aponta que entre os três estados do Sul, o Paraná é o Estado que mais tem deputados federais com atuação legislativa desfavorável ao meio ambiente, indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Segundo o “Ruralômetro”, ferramenta interativa desenvolvida pela ONG, cerca de 70% dos parlamentares paranaenses votaram ou elaboraram projetos de lei que têm impacto negativo para a agenda socioambiental.
Ranking
No Brasil, segundo o estudo, o maior percentual de deputados com atuação desfavorável à agenda socioambiental é de Goiás (88%). No Sul, depois do Paraná está Santa Catarina, com 62% dos seus deputados com essa avaliação e Rio Grande do Sul, com 48%. Para avaliar a atuação legislativa dos parlamentares nessa área, o Ruralômetro levou em conta 14 votações nominais e 131 projetos de lei que apresentam algum tipo de impacto socioambiental. 
Fundo de pensão
Autor do pedido de criação da CPI dos Fundos de Pensão, o deputado federal Rubens Bueno (PPS) afirmou ontem que a Operação Rizoma, deflagrada ontem pela Polícia Federal mostra que o trabalho desenvolvido pela comissão está dando resultado e aos poucos os investigadores da Lava Jato estão conseguindo prender os responsáveis pelo esquema de corrupção instalado nestas entidades. “Somente no Postalis, que é alvo da operação de hoje, o rombo foi de R$ 4,1 bilhões”, disse Bueno. 
Destruição
Para o deputado, está claro que a destruição dos fundos de pensão é resultado da ação criminosa de indicados pelo PT e pelo MDB para gerir os órgãos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. “Já está mais do que comprovado, inclusive nas investigações da operação Lava Jato, que parte do dinheiro desviado dos fundos de pensão foi usado para abastecer o caixa do PT e de partidos aliados. Que venham outras operações”, defendeu.
Rejeição
O Tribunal de Contas do Estado rejeitou as contas de 2014 da prefeitura de Guaratuba (Litoral), sob responsabilidade da então prefeita, Evani Justus. Os motivos foram a existência de conta bancária com saldo contábil negativo de R$ 16,8 milhões e a ausência de pagamento do parcelamento destinado à cobertura do deficit da previdência social, de R$ 740 mil.

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