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Lixo ameaça equilíbrio ambiental na Serra do Mar

O trecho da BR-277 que corta a Serra do Mar no Paraná, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica no Brasil, está sendo poluído com toneladas de lixo deixado por motoristas e passageiros às margens da rodovia. Somente em 2015, a concessionária Ecovia recolheu 364 toneladas de lixo na rodovia, o dobro do volume do ano anterior. O lixo jogado na estrada vai desde fralda infantil usada até geladeiras e televisores. A coleta de lixo às margens da BR-277 é feita diariamente e muitos rejeitos são lançados na rodovia pelas janelas de carros, caminhões e ônibus, o que também coloca em risco os outros veículos que trafegam pela estrada e podem ser atingidos por esses objetos. Jogar lixo nas rodovias é crime previsto no Novo Código Florestal. De acordo com a Lei Federal nº 12.651, nos seus artigos 1º e 5º, quem for pego jogando lixo nas estradas brasileiras pode pagar multa que R$ 85,13 e ganhar quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Frente Ambientalista adere à Campanha da Fraternidade
A Frente Parlamentar Ambientalista do Paraná, coordenada pelo deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), aderiu à mobilização nacional da Campanha da Fraternidade de 2016 – que tem como tema Casa comum, nossa responsabilidade, que trata sobre a questão do saneamento básico no país. O evento teve apoio da Frente Ambientalista Nacional; da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Após o lançamento da campanha no estado, os representantes da sociedade civil, governo do Estado, da prefeitura de Curitiba e entidades religiosas, realizaram uma discussão sobre o cenário do saneamento básico no Paraná.

Clima: novas metas precisam virar lei
As novas metas brasileiras para conter o aquecimento global devem virar lei ainda neste ano. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou no final do mês de abril, em Brasília, que o Executivo encaminhará ao Legislativo documento que solicita a ratificação do Acordo de Paris. Concluído no fim de 2015 na capital francesa, o acordo estabelece um esforço mundial para limitar o aumento da temperatura da Terra em até 1,5ºC até 2100. Um dos mais ambiciosos entre a comunidade internacional, o compromisso brasileiro é reduzir 37% das emissões até 2025 e 43%, até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005. Para passar a valer em território nacional, é necessário que seja transformado em legislação pelo Congresso Nacional.

Portal sobre uso da madeira na construção
Desde o início de março está no ar o portal de notícias e conteúdo Madeira e Construção (www.madeiraeconstrucao.com.br). Além de notícias, o canal traz artigos de especialistas como o designer Marcelo Aflalo, conhecido pelo uso do material em suas obras, e o engenheiro Guilherme Stamato, especializado em projetos de estrutura de madeira. O site conta ainda com um guia de fornecedores para facilitar a busca por informações sobre produtos e serviços ligados ao setor. As empresas podem se cadastrar gratuitamente no guia pelo próprio portal. Em breve vai estar disponível também uma galeria com fotos de projetos que tem a madeira como principal material construtivo.

Consulta Pública para elaboração da Agenda XXI Paraná
Está disponível no site da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a segunda consulta pública para o processo de elaboração do documento Agenda XXI do Paraná. Qualquer pessoa pode participar da consulta contribuindo com sugestões, dicas ou informações que possam ser úteis para o documento. É só acessar www.meioambiente.pr.gov.br, clicar no banner que fica do lado direito do site, ‘Agenda XXI – Consulta Pública’ e seguir as orientações descritas no texto. As contribuições devem ser encaminhadas até o dia 21 de maio, para agenda21consultapublica@gmail.com

O que é Agenda XXI
A Agenda XXI é o principal documento da Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano) e foi definida como um instrumento de planejamento participativo visando o desenvolvimento sustentável. O documento se refere às preocupações com o futuro a partir do século XX e foi assinado por 179 países, inclusive o Brasil, anfitrião da conferência.