Datafolha

Lula tem 48% contra 27% de Bolsonaro e poderia vencer no primeiro turno

Lula e Bolsonaro: diferença cresceu de 17 para 21 pontos
Lula e Bolsonaro: diferença cresceu de 17 para 21 pontos (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula - Valter Campanato/Agência Brasil)

Pesquisa do Datafolha divulgada hoje aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto para a presidência, contra 27% do presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, Lula abriu uma vantagem de 28 pontos em relação a Bolsonaro e poderia vencer no primeiro turno.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 7%. Os demais pré-candidatos atingiram no máximo 2%. Votos brancos ou nulos somam 7%, e 4% dos eleitores responderam não saber em quem votar.

A pesquisa foi feita com 2.556 eleitores acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país, nesta quarta (25) e quinta-feira (26). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O levantamento foi contratado pela Folha e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05166/2022.

No levantamento anterior, realizado entre 22 e 23 de março, Bolsonaro tinha 26%, e Lula 43%, uma diferença de 17 pontos. De lá para cá, deixaram a disputa o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) e o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Depois de Lula, Bolsonaro e Ciro, aparece um grupo de dez candidatos com desempenho pífio: André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) —a aposta do momento na chamada terceira via— registram 2%. Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU) têm 1%. E Felipe d’Avila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC), Luciano Bivar (UB) e General Santos Cruz (Podemos) não pontuam.

Lula também cresceu na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes dos candidatos, com 38% (em março eram 30%). Bolsonaro tinha 23% em março e agora marca 22%. O índice é o melhor obtido pelo petista desde o início da atual série histórica do Datafolha, em maio de 2021. Outros 2% dos entrevistados citaram espontaneamente Ciro, e 1% mencionou Tebet.