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Na Câmara

Maia faz apelo a líderes, mas centrão quer atrasar votação da Previdência na CCJ

(Foto: EBC)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez um apelo na terça-feira (9) a líderes da Câmara para que a reforma da Previdência passe sem sustos pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas o centrão quer atrasar a deliberação. 

Com a articulação de Maia, a maioria do "centrão" deve atender ao pedido e tentar preservar a PEC da reforma da Previdência na CCJ, para que não haja alteração em seu conteúdo. 

No entanto, os partidos não se comprometeram com o calendário de votação previsto pelo governo, que tenta acelerar para que a etapa da comissão seja concluída antes da Páscoa. A ideia é que ela seja votada na terça-feira (16), segundo a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Líderes pretendem postergar a votação e pressionam o presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR) para pautar a PEC do Orçamento Impositivo, tema quase consensual, antes da reforma. 

O sentimento de descontentamento dos partidos com o governo, que contamina a tramitação da reforma, não é novo. Ele foi sentido, por exemplo, quando o líder do PP, Arthur Lira (AL), compareceu à CCJ na terça-feira (9) apenas para apresentar uma questão de ordem ao lado de deputados da oposição, para atrasar a leitura do relatório favorável à proposta. 

Outras siglas, como PR e Solidariedade, também estão descontentes e fazem parte do movimento de atrasar a tramitação. Em outro lado do espectro político, a oposição deve atuar com força para que a discussão se alongue por mais de dois dias. 

Deputados do PSOL já avisaram que não concordam com o acordo firmado por membros da comissão com Francischini na manhã desta quarta-feira (10). 

Pelo que foi estipulado, apenas vinte deputados que não sejam membros da CCJ terão direito de falar, e o tempo dos discursos de cada parlamentar será reduzido pela metade. 

Aliados do presidente Jair Bolsonaro têm, portanto, que superar a investida de oposicionistas e do "centrão" para que o governo não sofra uma derrota política com o adiamento da análise da reforma.

A líder do governo no Congresso terá a tarefa de tentar convencer o centrão a não atrapalhar os planos do Planalto. 

Caso a votação da PEC seja adiada, será a terceira mudança de calendário apenas na primeira etapa da tramitação desde o início da legislatura. O plano inicial do governo era de votar entre os dias 22 e 28 de março, depois adiado para a primeira semana de abril e finalmente postergado para a semana da Páscoa.

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