Planos de Saúde

Mais um reajuste é aprovado e encarece a vida do consumidor

Reajuste dos planos de saúde é o maior desde 2000
Reajuste dos planos de saúde é o maior desde 2000 (Foto: Arquivo/ABr)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, nesta quinta-feira (26), o índice máximo de reajuste anual para os planos de saúde individuais e familiares. O aumento poderá ser de até 15,5%. A decisão foi tomada pela diretoria por quatro votos a um. 

Trata-se do maior reajuste anual já aprovado pela agência, criada em 2000. As operadoras dos planos de saúde poderão aplicar o índice em mensalidades cobradas entre maio de 2022 a abril de 2023. Mas a atualização dos valores só pode ser realizada a partir da data de aniversário de cada contrato. Caso o mês de aniversário do contrato seja maio, é possível a cobrança retroativa do reajuste.

A decisão não se aplica aos planos coletivos, sejam empresariais ou por adesão. Ela incide apenas nas mensalidades dos contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999. São aproximadamente 8 milhões de beneficiários, o que corresponde a 16,3% do mercado de saúde suplementar.

A proposta de reajuste foi submetida ao Ministério da Economia no início do mês. A pasta emitiu nota técnica aprovando a aplicação da metodologia na segunda-feira.

Com mais este reajuste, a vida do consumidor brasileiro não vai nada bem neste ano. Desde o ano passado já tem que conviver com as altas no preço dos combustíveis, que chegaram ao seu maior patamar nas últimas semanas, no caso da gasolina e do diesel.

Em Curitiba, o transporte coletivo também subiu após dois anos congelado, passando de R$ 4,50 para R$ 5,50 em março. No dia 17 deste mês a tarifa de água e esgoto também subiu no Paraná.

Além disso, a inflação está em ritmo de escalada. Se fechou 2021 pouco acima dos 10%, em abril e março já acumulava alta acima dos 12% nos últimos 12 meses.