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Após quebra-quebra

Manifestantes e PM redobram cuidado para novo protesto em Curitiba neste domingo

Protesto de segunda (1) antes do quebra-quebra
Protesto de segunda (1) antes do quebra-quebra (Foto: Franklin de Freitas)

O segundo protesto Vidas Negras Importa/ Fora Bolsonaro, em Curitibam marcado para este domingo (7), a partir das 14 horas, já conta com 1.100 confirmações de presença e 2.700 interessadois. Após o 'quebra-quebra´ na primeira edição da manifestação, na última segunda (1), que acabou em prédios públicos e particulares vandalizados, além de a bandeira do Brasil queimada e rasgada, bombas de lacrimôgeneo e balas de borrachas, tanto os manifestantes quanto a Polícia Militar (PM) tomaram cuidados extras.

Organizado no Facebook, pelas organizações Rebeldia - Juventude da Revolução Socialista, Juventude Revolução, PSTU e Juntos, o protesto terá concentração na Praça Santos Andrade e deve seguir para o Centro Cívico, como aconteceu na última segunda. No evento no Facebook, é possível perceber que os organizadores e participantes estão preocupados com a segurança e com a possibilidade de 'infiltrados'. Foram postadas várias dicas de como se comportar durante o ato e como agir em caso de confronto. 

De outro lado, a Polícia Militar já avisou que pretende revistar as pessoas que estiverem com mochilas ou em atitude suspeita na manifestação. O objetivo, segundo o coronel Hudson, é evitar o uso de objetos como arma ou instrumento de confronto entre os próprios manifestantes e a PM. Segundo o coronel Hudson, a PM já vem fazendo um levantamento com dados da inteligência e em conjunto com a Guarda Municipal fará no domingo, a segurança dos manifestantes e das pessoas que transitem pela área central. “Estamos preparados para que não ocorra nova situação de confronto entre os manifestantes e danos ao patrimônio público e privado”, afirmou.

“É importante ressaltar que as pessoas que se aproximarem do local de início, na praça Santos Andrade, essas pessoas que estiverem com objetos ou em atitudes suspeitas serão ser revistadas. Com mochilas e objetos que possam ser usadas como arma”, apontou ele. “Não levem mochila, garrafas de vidro não serão permitidas”, pediu o coronel. De acordo com a PM, a corporação terá vários policiais à paisana infiltradas entre os manifestantes, “com o intuito de identificar pessoas que estejam promovendo desordem, entrar em contato com a viatura de policiamento ostensivo e essa pessoa ser identificada e responsabilidade pelo ato que eventualmente promover”. Além disso, a movimentação será monitorada com câmeras de segurança, que vão captar as imagens para a identificação de pessoas que, eventualmente, comentam algum crime.

O coronel relatou que os líderes do movimento foram chamados para uma reunião com a PM, mas não compareceram. A expectativa, de acordo com os dados reunidos pela inteligência da polícia, é que o ato comece novamente na praça Santos Andrade e parta em passeata até o Centro Cívico.

Sobre a possibilidade de grupos rivais aos manifestantes também decidirem realizar um protesto no mesmo dia, o coronel afirmou: “Não é o momento de provocação, de discórdia. Divergências existem, mas a gente tem que evitar esse tipo de situação”, pediu ele. “Se as pessoas forem para se manifestar com o objetivo contrário àquela manifestação, que façam em outro ponto, para evitar esse tipo de confronto, que ninguém quer”, defendeu.

O que aconteceu na manifestação segunda-feira?

Na última segunda-feira, um protesto contra o racismo inspirado nas manifestações que vêm ocorrendo nos Estados Unidos, que começou pacificamente na praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acabou em “quebra-quebra” e confronto entre manifestantes e a polícia, no Centro Cívico. Já após o final do ano inicial, que reuniu cerca de 1,2 mil pessoas, sem registro de incidentes, um grupo de participantes intitulados antifascistas decidiu sair em passeata até o Palácio Iguaçu, onde arrancaram a bandeira brasileira e a queimaram. O grupo saiu então em direção ao centro, quebrando portas e janelas de vidro, fachadas de bancos, do Fórum e da sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e do shopping Mueller. A PM reagiu com bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Oito pessoas foram detidas. Os organizadores do movimento original apontaram a suspeita de ação de “infiltrados”.

Investigações e presos

Seis das oito pessoas detidas durante a manifestação seguem presas. A polícia civil já abriu inquérito para investigar os responsáveis pela destruição no final da manifestação e, segundo fontes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), novas prisões podem acontecer nos próximos dias. Os policiais analisam imagens do dia do quebra-quebra no Centro Cívico e monitoram as redes sociais. De acordo com informações ainda extraoficiais polícia, há uma grande possibilidade que outros grupos tenham se infiltrado na manifestação para causar os estragos. Durante a semana, também foram detidas duas pessoas suspeitas de serem as responsáveis pela destruição da bandeira. Uma delas era menor de idade. Já o estudante, de 24 anos, que teria rasgado a bandeira do Brasil, hasteada em frente ao Palácio Iguaçu, durante a manifestação foi ouvido nesta sexta-feira (5), pela polícia. A PCPR chegou até ele através de análise de imagens de câmera de segurança e fotos e vídeos publicadas na mídia. O rapaz, que aparece mascarado, no momento em que a bandeira é rasgada, confessou ser o autor da ação. Em depoimento disse que queria um “souvenir” da manifestação. O suspeito foi indiciado por dano ao patrimônio público e associação criminosa. Se condenado, poderá pegar até 5 anos de prisão. O nome não foi divulgado pela Polícia Civil.

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