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Choque

Manifestantes pró e contra Bolsonaro entram em confronto em SP e RJ; PM usa bombas e tiros para dispersar atos

Confronto começou após encontro entre manifestantes pró e contra Bolsonaro
Confronto começou após encontro entre manifestantes pró e contra Bolsonaro (Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Manifestantes contrários e defensores do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entraram em confronto, hoje, em frente ao Museu de Arte Moderna (MASP), no centro de São Paulo (hoje) e foram dispersados pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar com bombas de gás lacrimogêncio e tiros de borracha. O confronto ocorreu quando um grupo de manifestantes pró-democracia, vestidos de pretos e usando máscarasse encontraram com manifestantes pró-Bolsonaro na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, também houve confronto entre manifestantes contrários e favoráveis a Bolsonaro, igualmente com intervenção da PM

O grupo de manifestantes pró-democracia ocupou inicialmente a faixa sentido Consolação da via, na frente do Masp, e o vão livre do museu. Antes, fizeram uma caminhada, entoando gritos em defesa da democracia. A manifestação chegou à região da Avenida Paulista por volta das 12 horas. A Policia Militar acompanhava o movimento.

A organização envolve grupos antifascistas ligados a torcidas organizadas de futebol, de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, em conjunto com movimentos sociais. A maioria dos manifestantes usa máscaras, mas há alguns sem proteção, numa aglomeração de pessoas que também contraria orientações de autoridades sanitárias para manter distanciamento social como medida de contenção ao avanço do novo coronavírus.

Inicialmente, as manifestações eram pacíficas, mas após uma confusão entre os dois grupos, a PM agiu paa isolá-los, lançando bombas de gás lacrimogênio, o que acabou fazendo com que o conflito se intensificasse e se espalhasse. 

Por volta das 14 horas, torcedores do Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, que se manifestavam contra o fascismo, entraram em confronto com simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também realizam ato no local em favor da reabertura do comércio durante a pandemia.

Nas duas ações, policiais usaram bombas de efeito moral e avançaram contra os manifestantes para dispersar os tumultos. De acordo com a corporação, pessoas começaram a se reunir pela manhã no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e depois caminharam pela Paulista.

Segundo a PM, um grupo da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, entrou em confronto com um grupo rival, e policiais militares intervieram com bombas de efeito moral para dispersar o tumulto. A Polícia Militar não soube informar se o grupo rival era de outra torcida ou de apoiadores de Bolsonaro, que se encontram perto do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a PM, pessoas usando camisetas amarelas e simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro também estavam circulando pela região. Por esse motivo, existia o risco de tumulto entre os manifestantes. Entre os atos que ocorriam perto da Avenida Paulista tem os que pedem a reabertura do comércio durante a pandemia.

Copacabana - No Rio de Janeiro, houve confusão no encontro de manifestantes a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro, em Copacabana, na manhã de hoje. No mesmo local onde estava sendo realizado um ato pró-governo e de ataque ao Supremo Tribunal Federal, um grupo de torcedores que se autodenomina antifascista apareceu para gritar palavras de ordem contra Bolsonaro e acabou reprimido por policiais que usaram bombas de gás. Um deles foi detido pela Polícia Militar e a manifestação antifascista se dispersou.

A concentração no Posto 5, em Copacabana, começou por volta de 10 horas, com o grupo de manifestantes bolsonaristas vestidos de verde e amarelo ocupando o calçadão em frente à praia. Gritavam slogans já conhecidos, como "a nossa bandeira jamais será vermelha". Alguns usavam microfones para fazer discursos contra o STF. Entre os manifestantes havia também alguns cartazes onde estava escrito "Trump 2020".

Os torcedores chegaram logo depois e se postaram do outro lado da rua. Se comparadas a outras manifestações políticas ocorridas em Copacabana, os dois grupos eram pouco numerosos, mas o de antifascistas bem menor que o de apoio a Bolsonaro.

Vestidos de preto, os ativistas contrários ao presidente cantavam paródias de músicas de carnaval como "Doutor eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano" e palavras de ordem. Houve troca de xingamentos, até que um início de briga foi reprimido pela PM com bombas de gás.

Os manifestantes contrários a Bolsonaro se dispersaram e os policiais abordaram alguns deles em uma rua próxima. Ainda não se sabe se algum dos detidos foi levado para a delegacia.

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